Mulher mata ex-companheiro a facadas em Martinópolis
Nossa Lucélia - 18.06.2012


Apesar da medida protetiva que os mantinham separados, eles se encontravam constantemente

MARTINÓPOLIS - Após uma briga, a dona de casa Ivete Rodrigues Rocha, de 40 anos, assassinou o ex-companheiro Divino Viena da Rocha, 51, a golpes de faca. O crime foi por volta das 20h15 desse sábado, em Martinópolis. Segundo o delegado da cidade, Marcos Antônio Mantovani, havia uma medida protetiva que impedia que ele se aproximasse dela, mas os dois continuavam se encontrando.

Ainda conforme o delegado, os dois já vinham se desentendendo há muito tempo, com vários boletins de ocorrência registrados na delegacia da cidade por agressão e ameaça.

“Recentemente ela havia registrado um novo boletim de ocorrência e achamos melhor entrar com o pedido de adoção de medida protetiva de urgência. O pedido foi deferido pelo juiz e o casal já estava vivendo em casas separadas. No entanto, se encontravam constantemente”, relatou Mantovani.

A mulher contou que ontem à noite os dois haviam saído para beber, mas, segundo ela, somente ele estava embriagado. Ela foi para casa do ex-companheiro, onde eles começaram a discutir, ele a agrediu e a ameaçou, inclusive dizendo que ia matá-la.

No depoimento, Ivete contou que saiu da casa e que, ao voltar, Rocha tentou esgana-la na cozinha. Ela então pegou uma faca e deu um golpe do lado esquerdo da junção da coxa, entre o púbis e o abdômen. Ela ainda contou que com o golpe, ele caiu e bateu a cabeça.

Rocha chegou a ser socorrido, mas morreu ao dar entrada no hospital, possivelmente por hemorragia, que deverá ser confirmada após laudo do Instituto Médico Legal (IML).

Contudo, o delegado afirmou também que aparentemente havia dois ferimentos provavelmente provenientes de facadas, uma possível lesão de defesa no braço esquerdo e a lesão na junção da coxa, além da forte pancada na cabeça. Tudo isso também deverá ser confirmado pelo IML.

A mulher foi presa em flagrante por homicídio doloso, quando há a intensão de matar. Ela permanece presa na Cadeia de Dracena e deverá ser encaminhada para Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, onde aguardará julgamento. A pena nesse caso varia entre seis a 20 anos de prisão.


Fonte: Heloise Hamada / iFronteira

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