Câmara de Osvaldo Cruz fixa em 13 cadeiras para 2013
Nossa Lucélia - 14.06.2012


Foi sugerida a diminuição do salário para manter aumento de vereadores

OSVALDO CRUZ - Em sessão extraordinária realizada quarta-feira (13), a Câmara de Osvaldo Cruz fixou em 13 o número de cadeiras para a próxima legislatura. Em contrapartida, parte dos nove vereadores sugeriu a redução nos salários.

O aumento de cadeiras foi feito em 2010, com a alteração na Lei Orgânica do município. Manifestações populares ocorreram na cidade com o objetivo de reverter a situação. O revisor Valdemir Anselmo foi idealizador de uma campanha por meio de uma rede social. “Não justifica Osvaldo Cruz ter 30 mil habitantes e ter 13 vereadores. E uma cidade do tamanho de Presidente Prudente com 200 mil habitantes com 13 cadeiras. É desproporcional”, opinou Anselmo.

Mesmo a maioria dos vereadores tendo votado a favor da diminuição do número de cadeiras, cinco no total, eles não somaram os dois terços exigidos pela lei, ou seja, seis. “Só que para vir a nove ou a 11, teríamos que ter seis votos, quatro outros vereadores votaram para manter 13”, afirmou o presidente da Câmara Homero Massarente.

São eles: Paulo Roberto Benito (PSDB), Edmar Carlos Mazucato (PSDB), Pedro de Souza Brito (PRB) e Adilson Bras Ballardini (PV). “Treze pessoas em Osvaldo Cruz eu acho que atenderia melhor a população”, justificou Mazucato.

Durante a sessão, os vereadores que votaram contra a diminuição das cadeiras também apresentaram um projeto para a diminuição do salário. Eles alegam que ganhando menos é possível manter 13 vereadores na casa.

A sugestão é que a remuneração seja de R$ 2.400. Atualmente o valor pago aos vereadores é de R$ 2.900. Mas, a partir de 2013, esse valor passaria a R$ 3.500. “Esse dinheiro que seria gasto com nove vereadores diminui o salário do vereador e ele passa a ganhar menos inclusive do que hoje ganha um vereador”, salientou Mazucato.

Entretanto, o presidente da Casa disse que na próxima sessão a mesa irá sugerir uma outra proposta aos vereadores. “Quer tratar de salário, vamos tratar como foi dito: sessão ordinária. A mesa da Câmara que tem competência para isso e a Mesa apresentará um projeto para o próximo subsídio dos vereadores, não em R$ 2.400 como eles querem, mas em dois salários mínimos”, enfatizou Massarente.



Fonte: iFronteira

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