Técnico da VIVO admite que Irapuru estava vivendo sobre uma bomba
Nossa Lucélia - 05.06.2012



IRAPURU - A cidade de Irapuru  passou por um  verdadeiro movimento de muita apreensão na tarde da última terça- feira (29). Proprietários de imóveis nas proximidades dos postos de combustíveis souberam que  há tempo estavam morando ao lado do perigo.   

Segundo consta, funcionários da Vivo estiveram em Irapuru  na manhã daquele dia,  para solucionar um problema em uma central, instalada na Pedro Leite Ribeiro esquina com a avenida Euclides  da Cunha.

Ao procurarem o cabo subterrâneo, encontraram a galeria que serve para ocultação desses fios, totalmente alagada por óleo combustível.   

Conforme informou um técnico daquele empresa, não se sabe como o óleo foi parar na galeria, mas a preocupação maior estava ligada ao fato de que na galeria   passa  um fio não pressurizado que serve como condutor de energia.

Segundo esse funcionário, Irapuru estava até então sobre uma bomba que poderia detonar a qualquer momento. Conforme informações prestadas por  um funcionário do Posto EPC é comum a possível entrada  de água nessas galerias, mas há cerca de oito anos que não se procedeu a qualquer limpeza, ou serviço de escoamento de possíveis líquidos que tenham infiltrado no local, admitiu.

Com  a presença de técnicos da Cetesb e apoio do Corpo de Bombeiros de Dracena, foram realizados os serviços de drenagem de óleo, numa operação bastante cautelosa e acompanhada pela população.

A polícia militar e o corpo de bombeiros montaram um trabalho para impedir o tráfego de veículos na área, como da mesma forma, retirando alguns mais próximos da boca da galeria.

A media era de segurança e, mesmo assim, muitos motoristas procuravam furar o bloqueio, numa demonstração clara de não colaborar com o trabalho dos policiais de Irapuru.

Foram retirado do local, cerca de 1.000  litros de óleo já misturado com uma parte de água e que foram armazenados em grandes tambores, servindo também para análise. 

Vai ser feito um trabalho investigatório, para apurar a procedência do óleo, como da mesma forma, exigida a fiscalização constante naquela galeria por parte da Vivo e demais autoridades ligadas ao setor.



Fonte: Jornal A Voz de Irapuru

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