Vereadores acusam presidente da Câmara de O. Cruz de "engavetar" projeto que viabiliza 444 casas
Nossa Lucélia - 04.05.2012
Vereadores Edmar Mazucato (PSDB) e Adilson Ballardini (PV) falam em demora para viabilizar a construção de casas
OSVALDO CRUZ - Está em trâmite na Câmara Municipal um projeto de lei de autoria do prefeito Valter Martins que prevê a transformação de uma área rural em zona de expansão urbana de interesse social, chamada de ZEI na região do Conjunto Álvaro Campoy.
O objetivo do projeto é viabilizar tecnicamente a implantação de empreendimento imobiliário com 444 casas por meio do programa “Minha Casa, Minha Vida” do governo federal.
Segundo justificativas dos vereadores, Edmar Mazucato (PSDB) e Adilson Ballardini (PV), a construção das casas tem urgência no sentido de diminuir o déficit habitacional em Osvaldo Cruz e resolver a grande procura por moradias que é cada vez maior.
O projeto está na Câmara desde 16 de abril e teve pedido de urgência aprovado pelos próprios vereadores. A bancada da situação alega que outros projetos que deram entrada na casa na mesma data e também receberam regime de urgência já foram aprovados em encontros anteriores e a presidência da Casa estaria “engavetando” a proposta.
“Tivemos uma sessão extraordinária na semana passada e surpreendentemente o projeto não entrou. Esperávamos que a votação, então, ocorresse esta quarta-feira, 2, conforme o presidente ficou de convocar, mas não aconteceu. Não sabemos porque o projeto não anda, apesar de só trazer vantagens: mais de R$ 20 milhões em investimentos, geração de emprego, mais casas para a população”, disse.
O vereador reconheceu o trâmite legal, que mesmo em regime de urgência pode demorar até 45 dias. Segundo Mazucato lamentou é o fato de outros projetos, que entraram na mesma data, já houve aprovação. “Então, o que se percebe, não se sabe o motivo, é a utilização de dois pesos e duas medidas por parte do vereador Homero”, criticou Mazucato ao reforçar que a proposta é de interesse social.
Já o vereador Adilson Ballardini (PV) se mostrou “indignado” com o tratamento dado pelo presidente da Câmara quanto ao “engavetamento” do projeto, principalmente “porque para quem paga aluguel, perder 15, 20 dias representa muito”, ao justificar que a maioria das famílias que o procura paga entre R$ 500 e R$ 700 de aluguel e querem a casa própria. “Temos que ser dinâmicos com um projeto de interesse social e está faltando é vontade política”, finalizou.
Presidente diz que vereadores Mazucato e Ballardini são “papagaios” e nega que esteja segurando projeto para empreendimento imobiliário
Consultado pela imprensa, o presidente da Câmara, Homero Massarente negou nesta quinta-feira (3), a acusação dos vereadores Adilson Ballardini (PV) e Edmar Mazucato (PSDB) de que ele estaria dificultando a tramitação de projeto de lei que incorpora área rural ao perímetro urbano e onde uma empresa teria a intenção de construir 444 casas pelo programa "Minha Casa, Minha Vida".
Segundo Massarente, os vereadores que o acusam de morosidade estão sendo “levianos” e “estão parecendo papagaios”. O presidente da Câmara nega que o projeto trate da construção de casas populares.
“O projeto fala sobre incorporação de área rural ao perímetro urbano e pode vir até a ser ocupada por casas. O projeto obedece seu trâmite normal e deverá ir a plenário para votação na próxima segunda-feira (7).
“Acho que eles querem aparecer na imprensa e são mentirosos, sem responsabilidade política e querem aparecer as custas de outros e com mentiras. Na sexta-feira, véspera de feriado, convoquei uma sessão extraordinária onde foram apreciados projetos importantes. Nem o prefeito pediu a sessão, mas convoquei pelo interesse da cidade na construção de 210 casas em parceria com o governo do Estado. E também apreciamos para projeto de cobertura de quadra do CCI”, acrescentou o presidente.
Massarente cobrou presença de Edmar Mazucato e Adilson Ballardini na Câmara para acompanhar mais a tramitação dos projetos. “Há necessidades de pareceres de comissões internas. Para mim esses vereadores não estão exercendo suas funções, mas sim servindo de 'cachorrinhos de coleira' de alguém que está interessado em que eles falem como papagaios”, afirmou Massarente ao cobrar assinaturas de pareceres das comissões permanentes como Justiça e Redação ou Finanças e qualificou os dois vereadores de “irresponsáveis” e que “não sabem o que estão fazendo”.
Fonte: OCnetVoltar para Home de Notícias
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