Gastronomia cresce na região, mas falta mão de obra qualificada
Nossa Lucélia - 22.04.2012


Setor da alimentação tem crescido, em média, de 3% a 4% ao ano, segundo Sebrae. Dificuldade, de acordo com sindicato, é aliar experiência e formação

REGIÃO - A gastronomia é um dos setores que vem crescendo na região de Presidente Prudente graças aos novos empreendimentos que estão sendo abertos, impulsionados pelo bom momento econômico da cidade. Entretanto, faltam profissionais qualificados no mercado.

“Os empreendedores, quando decidem investir em uma atividade comercial, a primeira coisa que surge é o setor de alimentação, que corresponde hoje a mais de 25% do número de pequenos negócios do setor de serviços. O setor da alimentação tem crescido, em média, de 3% a 4% ao ano”, expõe o gerente regional do Sebrae, José Carlos Cavalcanti.

A empresária Carla Renata Bertoni abriu recentemente um segundo restaurante e foi complicado contratar trabalhadores para o novo empreendimento. “Nós sentimos essa falta, por conta dos profissionais não estarem qualificados. Eles começam o trabalho, percebem que não dão conta de continuar o serviço e se demitem”, conta.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes de Prudente e região, Rubens Afonso, a dificuldade é aliar experiência e formação, já que muito trabalhadores não tem nenhum tipo de curso de qualificação e os que têm apenas conhecimento prático estão disputados no mercado. “Na questão da gastronomia, nós temos várias funções, desde o chefe de cozinha, o auxiliar de cozinha e o garçom. Nosso setor, como um todo, está precisando de mão de obra”, confirma.

Formada há três anos, a chefe de cozinha Fernanda Neves afirma que não teria dificuldades para conseguir um emprego em Prudente, já que é tão difícil encontrar mais chefes na cidade. “Embora a formação seja rápida, atualmente não existe um curso na nossa cidade, o que acaba obrigado a pessoa a ir para fora. Além disso, a pessoa tem que gostar muito e ter muita dedicação, porque a rotina não é fácil dentro de uma cozinha”, conta ela, que preferiu trabalhar na empresa da mãe.


Fonte: TV Fronteira (Foto: Reprodução/TV Fronteira)


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