Procura por tratamento de mulheres usuárias de droga cresce 70%
Nossa Lucélia - 10.03.2012
JUNQUEIRÓPOLIS - O uso de drogas não se limita mais à classe social, idade ou até mesmo sexo. As mulheres, que antes eram minoria neste mundo, estão se tornando cada vez mais vulneráveis. Em Junqueirópolis, para atender este grupo, existe o Lar Santa Terezinha, que recebe dependentes de álcool e drogas do sexo feminino.
Em dois anos, a procura por reabilitação aumentou 70%. Os motivos que as levam ao vício podem ser diferentes, mas as consequências são as mesmas.
"Você não sofre sozinho, você vai sempre colocar alguém para sofrer junto com você, filhos, pai ou mãe", conta uma ex-usuária que não quis se identificar.
Uma das principais diferenças entre as mulheres e homens usuários de drogas é que para conseguir comprar o entorpecente elas acabam se prostituindo. De acordo com a coordenação do lar, cerca de 75% das 250 internas que passaram pelo local até hoje já venderam o próprio corpo para manter o vício.
"A gente faz coisas que não quer fazer, faz loucuras. Quando a gente vê, a gente já fez", diz uma mulher em tratamento.
Outro fator que preocupa é que muitas mulheres não conseguem terminar o tratamento. "É a minoria que permanece em tratamento, porque elas acham que a partir do quinto mês elas já estão aptas a enfrentar a vida lá fora. E muitas acabam recaindo, porque é necessário um período de nove meses, porque é um renascimento", explica a assistente social Marisa dos Santos Angeluci.
Por isso, as internas recebem apoio psicológico e participam de atividades que possibilitam a reinserção na sociedade. "Eu estou conseguindo conquistar a minha família de volta, meus filhos estão voltando a me reconhecer como mãe. Isso é muito maravilhoso para mim e eu não quero mais perder isso na minha vida", orgulha-se outra dependente.
Fonte: SPTV-1 / TV Fronteira
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