IBGE pesquisa desenvolvimento socioeconômico da região
Nossa Lucélia - 15.02.2012



REGIÃO - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dará continuidade às pesquisas do Censo 2010 com o objetivo de obter informações sobre o desenvolvimento socioeconômico do país nas áreas urbanas e rurais.

Neste trabalho, chamado de Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNDA), os agentes do IBGE farão as visitas para coletar os dados sobre o trabalho e rendimento da população. Na Nova Alta Paulista, cerca de 15 cidades serão visitadas.

"A principal finalidade desta pesquisa é obter informações sobre a ocupação das pessoas, a atividade em que elas trabalham, rendimento médio, quantidade de horas trabalhadas, entre outros.", explica o chefe da agência do IBGE de Adamantina, João Carlos Rodrigues.

Sobre o rendimento socioeconômico da região, os dados que foram apresentados recentemente pelo órgão mostram que na Nova Alta Paulista, em cidades que possuem quase o mesmo número de habitantes, a quantidade de pessoas que têm algum tipo de renda é maior do que as sem salários.

Em Lucélia, 17,470 mil pessoas têm mais de 10 anos. Delas, 41% recebem até um salário mínimo. De um a cinco salários mínimos tem a maior fatia, 54%. De cinco a 20 salários, apenas 4,85%; e acima de 20 salários mínimos, 0,15%. A quantidade de pessoas com capital de renda ativa é de 63%, contra 37% que ainda estão fora da lista dos com rendimentos.

Em Adamantina, por exemplo, o total de habitantes acima de 10 anos é de 30,196 mil pessoas. Dessa quantidade, as que recebem até um salário mínimo é de 35% da população. As que recebem de um a cinco salários mínimos representam 57,6%. De cinco a 20 salários somam 7%. Acima de 20 salários mínimos é de apenas 0,4%. Se somados os percentuais, 73% da população têm algum tipo de renda e apenas 27% não têm rendimento. Hélio Pereira dos Santos está na lista dos que vivem com até um salário mínimo. Desempregado, ganha cerca de R$ 250 por mês com os bicos de carpinteiro e de servente. Os R$ 160 do Bolsa Família completam a renda da família que tem três filhos. "Estou sem nada dentro de casa. O aluguel está atrasado e muitas vezes preciso pedir dinheiro para outras pessoas para pagar as contas de água e luz. Está bem complicado para mim", revela.

De acordo com o economista Luciano Schmidt, os percentuais divulgados pelo IBGE são positivos, em vista que a idade mínima avaliada pelo órgão é de 10 anos. "Nós observamos que na nossa região o índice de empregabilidade é razoavelmente bom em virtude das usinas de álcool que oferecem grandes oportunidades", fala.


Fonte: Do SPTV-2 / TV Fronteira


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