Ministério da Saúde dá ultimato para implantação do Samu em Tupã
Nossa Lucélia - 02.02.2012
Dos 18 municípios que eram esperados para contribuir, apenas os municípios de Parapuã, Osvaldo Cruz, Lucélia, Adamantina e Pacaembu confirmaram adesão ao sistema
Atualmente o prédio e mais duas ambulâncias estão parados na cidade. Se o serviço não se iniciar até fevereiro, estrutura será confiscada
TUPÃ - Municípios de todo o país devem colocar em funcionamento os Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A cidade de Tupã, no interior de São Paulo, é uma das que receberam ambulâncias e verba do Ministério da Saúde e terá que montar as instalações físicas e dar início ao serviço até o final de fevereiro, para não ter a estrutura confiscada.
As duas ambulâncias novas e equipadas oferecidas ao município nunca prestaram socorro e os veículos estão há quase dois anos parados em um pátio da prefeitura de Tupã. A estrutura do Samu está pronta desde 2011. E o prédio onde deveria funcionar o pronto atendimento, também já foi entregue.
O investimento de mais de R$ 2 milhões, feito pelo Ministério da Saúde, não foi usado até agora. Segundo a Secretaria de Saúde do município, os serviços não foram inaugurados porque os prefeitos dos 18 municípios da região que serão beneficiados com o Samu não entram em um acordo financeiro.
A situação se repete em várias cidades do país. Em dezembro de 2011, o Ministério da Saúde fez as contas e descobriu que mais de 600 ambulâncias novas estavam paradas e por conta disso determinou um prazo: as prefeituras têm até o fim de fevereiro para colocar o serviço para funcionar.
Caso o serviço não seja implantado, as ambulâncias que estão em Tupã e outras seis distribuídas nas cidades da região podem ser remanejadas para outros locais que tenham condição de operar o Samu. Cerca de 250 mil moradores da região podem ficar sem o serviço. A falta do Samu também sobrecarrega o trabalho dos bombeiros de Tupã. São em média 150 ocorrências por mês e nem todos os casos são de emergência, aqueles em que há risco de morte.
Quanto a unidade de pronto atendimento, a prefeitura se comprometeu a inaugurar o serviço até março, com ou sem a ajuda financeira dos prefeitos da região. Sobre a parceria que vai viabilizar o serviço, apenas 6 dos 18 municípios que eram esperados para contribuir deram certeza da adesão.
São eles: Parapuã, Osvaldo Cruz, Lucélia, Adamantina e Pacaembu, além, é claro, de Tupã. Os outros doze pediram desistência. A prefeitura agora aguarda uma posição do Estado, que sinalizou com a possibilidade de uma parceria. Caso isso não ocorra, o Samu funcionará com o rateio dessas cidades apenas.
Fonte: G1 / TV TEM
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