Cerca de 350 mil árvores são cultivadas na região
Nossa Lucélia - 28.01.2012



REGIÃO - A seringueira, também chamada árvore-da-borracha, é uma árvore da família das “Euphorbiaceae”. Apresenta folhas compostas, flores pequeninas e reunidas em amplas panículas. Sua madeira é branca e leve e, de seu látex, se fabrica a borracha. Seu fruto encontra-se em uma grande cápsula com sementes ricas em óleo, que pode servir de matéria prima para resinas, vernizes e tintas.

Da seringueira se extrai o látex que por coagulação espontânea ou por processos químico-industriais se transforma no produto comercial denominado borracha. A matéria-prima borracha é largamente utilizada na produção de bens industrializados.

Uma das grandes vantagens do cultivo é sua exploração econômica durante o longo ciclo de vida da planta, sem a necessidade de desnudamentos periódicos do solo. Além do mais, a seringueira tem-se comportado muito bem em consorciação com cultivos econômicos de ciclo curto.

O plantio em dias nublados ou após boas chuvas favorece o crescimento das raízes e o desenvolvimento das mudas enxertadas. Maiores cuidados devem ser dispensados com as mudas produzidas em sacolas plásticas, com dois ou até oito lançados foliares, especialmente por ocasião do plantio e da operação de transplantio. Independentemente do tipo de muda utilizada, recomenda-se sempre fazer a cobertura morta, com restos de vegetação para conservar melhor a umidade do solo e reduzir as perdas.

Segundo a CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), as plantações de seringueira de Tupã e região produziram 1.750 toneladas (1 milhão 750 mil quilos) de látex em 2011. Atualmente, a região conta com 350 mil árvores em plena produção, além de outras 260 mil plantadas recentemente.

O produtor Paulo Henrique Meirelles cultiva seringueira há mais de 25 anos e tem cultivado aproximadamente 200 mil pés. São 1.300 árvores por alqueire, em torno de 154 alqueires de seringueiras cultivadas. “A nossa região produz de 4 a 5 mil quilos de borracha seca no ano”, disse.

Segundo Meirelles, a região tem um grande potencial para o desenvolvimento da cultura que inclui clima, solo, mão de obra, infraestrutura, crédito e mercado. O produtor também falou sobre o valor do látex e a produtividade nacional. “O preço atual da borracha seca é de R$ 7,00 o quilo. A perspectiva é que caia um pouco mais. Mas, depois o preço do quilo da borracha seca volta a se estabilizar em torno de R$ 8,00. Tudo depende da economia mundial, porque são dois fatores que alteram o preço da borracha seca, o preço do barril de petróleo e o dólar. Quanto mais alto estiver a moeda americana, melhor será para a borracha seca.

O Brasil produz apenas 30% do que consome, o resto é importado da Ásia. Os maiores fornecedores daquele continente são a Tailândia e a Malásia”, ressaltou. “O cultivo de seringueira é um negócio muito bom para o pequeno produtor. Mas muitos não plantam por falta de paciência, porque essa cultura só poderá ser explorada de 7 a 9 anos depois que foi plantada, dependendo do tratamento”, completou o produtor Paulo Henrique Meirelles.


Fonte: Diário de Tupã


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