Manifestação em Flórida Paulista cobra usina
Nossa Lucélia - 26.11.2011


Fornecedores e prestadores de serviços da Floralco reivindicam o pagamento de débitos atrasados

FLÓRIDA PAULISTA - Fornecedores e prestadores de serviços da usina Floralco, em Flórida Paulista, prometeram permanecer em protesto na frente da unidade até que sejam pagos pela administração. Segundo os manifestantes, há pelo menos dois meses a empresa - que já passou por recuperação judicial há dois anos - não quita seus débitos. Cerca de 40 pessoas mantinham ônibus e maquinário pesado estacionados no local desde anteontem.

Os manifestantes são trabalhadores que atuam no carregamento de cana-de-açúcar, empresas prestadoras de serviço e fornecedores da Floralco. De acordo com eles, existem débitos individuais que variam de R$ 15 mil a R$ 500 mil e a usina teria lhes informado que somente poderá quitá-los a partir do mês de janeiro de 2012.

A notícia causou a indignação dos cobradores, que exigem a imediata quitação dos débitos. "A firma está alegando que não tem previsão. Prometeram nos pagar somente no dia 20 de janeiro. Até lá, ficaremos em protesto, como forma de garantia de que isto realmente ocorra, ou então, que a administração ou a gerência nos pague antes", disse o prestador de serviços, Deibi Ferrarezi. Desde anteontem, ônibus e caminhões foram colocados na frente da usina. Entretanto, a Polícia Militar teria sido acionada pela empresa e os veículos, retirados. "Disseram que iam multar os caminhões e os ônibus, então, colocamos tratores e outras máquinas pesadas no lugar, pois não têm como receber multas", explicou Deibi. Ele informou ainda, que a Floralco lhe deve R$ 336 mil.

O prestador de serviços de Parapuã, Luiz Ortiz Rodrigues, revelou que a empresa lhe deve há mais de dois meses e, também, montante acordado no processo de recuperação judicial da usina, em 2009. "Da recuperação, me devem R$ 97 mil. Os dois meses em atraso, R$ 77 mil. Esta empresa não tem agido de acordo com a lei. Logo após a homologação da recuperação, já teriam que pagar em ordem. Não dá para ficarmos esperando pagar em janeiro. Não tenho outra fonte de renda e preciso pagar meus funcionários", finalizou.

Outro lado – A reportagem do Oeste Notícias tentou entrar em contato com o diretor administrativo da Floralco, João Florentino Bertolo, mas ele não retornou a chamada. Uma mensagem foi deixada em sua caixa postal telefônica. Na usina, a secretária Raisa Lima, informou que a empresa não irá se manifestar a respeito do protesto e, tampouco, a respeito dos débitos para com os fornecedores, trabalhadores e prestadores de serviço.

Fonte: Oeste Notícias

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