Festival de obras paradas – Por que empresas perderam interesse por obras públicas?
Nossa Lucélia - 22.11.2011


Entre as obras em andamento que estão dentro do cronograma estão a sede da Polícia Militar, Delegacia de Defesa da Mulher e UPA

ADAMANTINA - Noticiadas exaustivamente pelo IMPACTO, que tem acompanhado cada capítulo do “Festival de Obras Paradas”, Adamantina apresenta hoje várias obras que já deveriam estar prontas, mas que por um motivo ou outro, continuam paradas.

A primeira delas, que foi capa da edição de 10 de dezembro de 2010, é a construção da creche que fica no limite do Residencial Itaipus com o Jardim Primavera e atenderá também crianças do Jardim Adamantina.

A obra, orçada em mais de R$ 455 mil e de responsabilidade da Construtora Kaene, contratada para a execução dos trabalhos, estava parada desde setembro de 2010, aguardando a liberação pelo Governo do Estado do depósito da segunda parcela da verba para retomar os trabalhos. No final de fevereiro de 2011 foi publicada no Diário Oficial a verba esperada.

Novamente notícia, desta vez em setembro de 2011, a Construtora Kaene não havia retomado os trabalhos e teria apresentado um novo cronograma e solicitado a construção do muro que cercaria a creche para evitar a ação de vândalos, quando retomasse os trabalhos.

Na quarta-feira (16) o IMPACTO esteve no local e o muro saiu do alicerce. De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, a empresa deverá reassumir a obra assim que o muro for finalizado pela Emda.

Também manchete do IMPACTO, desta vez em janeiro de 2011, a revitalização das praças do Parque Itamaraty também viraram novela. A placa, que desde a referida data apontava o término da obra para setembro de 2010, completou mais um aniversário e nada de concreto foi feito.

A prefeitura afirmou na ocasião que as obras, orçadas em R$ 93 mil, estavam paradas porque a empresa estava em férias coletivas e que os trabalhos seriam retomados em 17 de janeiro, o que não aconteceu. Depois disso, a empresa solicitou que o município executasse algumas obras de ajustes, como a remoção de algumas árvores, para que a empresa pudesse reassumir os trabalhos.

Esta semana o IMPACTO esteve no local e o que encontramos foi a mesma cena de um ano atrás. Em contato com a prefeitura, o IMPACTO foi informado de que a prefeitura já notificou a empresa contratada e deverá romper o contrato por não cumprimento dos prazos.

Os Postos de Saúde da Família, anunciados em dezembro de 2009 e orçados em R$ 400 mil autorizados pelo Ministério da Saúde, começaram a ser construídos no Jardim Brasil e na Estância Dorigo, mas também não fora finalizados.

Depois de várias notificações da prefeitura, a empresa contratada, a Tractor Construções e Saneamento, de Jales, desistiu de continuar com as obras. Segundo o secretário de planejamento Evandro Pereira de Souza, a prefeitura já cogitava cancelar o contrato pelo não cumprimento dos prazos. Atualmente estão sendo executados os tramites legais para rompimento do contrato. A empresa alegava como razão para a interrupção das obras a demora do governo federal no repasse de parcela do recurso referente à etapa já executada. Segundo o secretário, a construtora se manifestou alegando não ter capacidade financeira para finalizar a obra.

Iniciada em junho de 2010 e com previsão de término para janeiro de 2011, a obra de modernização e ampliação da biblioteca também virou novela. Embora esteja quase pronta, aguardando apenas os acabamentos, o contrato foi rompido pela empresa contratada, a Tractor Construções e Saneamento, de Jales. Com a saída da Tractor, a Prefeitura teria agora duas possibilidades para dar continuar as obras: a empresa segunda colocada na licitação assumir os trabalhos ou fazer uma nova concorrência pública que elegeria a nova prestadora de serviço nas construções.

Entre as obras em andamento que estão dentro do cronograma estabelecido no contrato ou pelo menos que não estão paradas estão a construção da sede da Polícia Militar, Delegacia de Defesa da Mulher, UPA (Unidade de Pronto Atendimento), Centro Comunitário do Oitis e Centro de Convivência da Juventude.


Fonte: Natália Bachi / Adamantina em Pauta

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