Tupã tem um dos cinco melhores projetos pedagógicos do Brasil
Nossa Lucélia - 18.11.2011



TUPÃ - A educadora municipal Angélica Arroio Quiqueto de Souza esteve no dia 10, no Rio de Janeiro, recebendo o troféu Viva Leitura. Seu projeto ficou entre os cinco melhores do país na categoria "Escolas Públicas e Privadas". Angélica concorreu com o projeto pedagógico “Formação Continuada: Uma Escola de Leitores”.

A cerimônia de premiação contou a presença de representantes dos Ministérios da Cultura e da Educação, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação (Undime); além de Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional.

Também participaram do evento Cláudia Costin, secretária de educação do município do Rio de Janeiro; Ivana de Siqueira, diretora no Brasil da OEI – Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e Cultura; e Luciano Monteiro, da Fundação Santillana, patrocinadora exclusiva do prêmio. A entrega das menções honrosas foi conduzida pela atriz Cássia Kiss.

O Prêmio Viva Leitura Todos seleciona todos os anos, os melhores trabalhos na área de leitura em três categorias: "Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias"; "Escolas Públicas e Privadas" e "ONGs, pessoas físicas, universidades/faculdades e instituições sociais".

O prêmio foi criado depois do Ano Ibero-americano da Leitura, comemorado em 2005, com o objetivo de estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências que promovam a leitura. Para a secretária municipal de Educação, Carla Ortega Brandão, a classificação do projeto mostra que o governo de Tupã está no caminho certo.

“A classificação do projeto pedagógico mostra que a educação municipal está no caminho certo, investindo na formação continuada dos nossos educadores, na construção, reforma e ampliação de novas unidades educacionais e em materiais pedagógicos que incentivam mais o aluno dentro e fora da escola”.

Projeto de sucesso - Além de ser classificado pelo Prêmio Viva Leitura como um dos cinco melhores projetos de incentivo à leitura entre as escolas públicas e privadas de todo o país, o projeto “Formação Continuada: Uma Escola de Leitores” também conquistou o Prêmio Victor Civita Gestor Nota 10.

O projeto foi criado com o objetivo de capacitar os professores para que despertem nos alunos o interesse pela leitura. No projeto, durante 14 encontros foram discutidos entre os professores sete pautas com o objetivo de fazer com que os alunos se interessem mais pela leitura e voz alta, em sala de aula.

Para dar início à formação continuada dos professores, Angélica fez um levantamento detalhado dos conhecimentos da equipe em relação às práticas de leitura. Com isso, identificou três pontos cruciais que deveriam ser trabalhados: os propósitos da leitura; os procedimentos leitores; e os comportamentos leitores.

Durante o projeto os professores foram incentivados a analisar suas práticas de sala de aula, passando a ter condições de identificar aspectos que poderiam ser melhorados. Ao longo dos encontros de formação, a educadora também mostrou aos professores a importância de ensinar comportamentos leitores aos alunos - falar sobre o livro, discutir as diversas interpretações da obra, fazer indicações de leituras, entre outros. A coordenadora explicou como trazer a leitura para o dia a dia da sala de aula.

Com os encontros de formação, a equipe aprendeu ainda maneiras de trabalhar os comportamentos leitores. Ao final dos encontros, a equipe estava pronta para transformar a escola em um ambiente de incentivo à leitura.

A grande vantagem do projeto, que continua sendo trabalhado com os alunos, é que ele pode ser adotado por qualquer outra escola que queira implantar um método diferenciado de leitura. "Esse trabalho faz com que os alunos interpretem melhor os autores, saibam como diferenciar o método de escrita e o comportamento deles. Faz ainda com que as crianças conheçam outros gêneros de leitura como fábulas, contos, poesias", disse.

Os resultados do projeto, segundo Angélica, ficam nítidos ao se avaliar o desempenho dos alunos. "A mudança no comportamento dos alunos quanto à questão da leitura foi extremamente visível, fazendo com que essas crianças não se sintam mais envergonhadas na hora da leitura em voz alta. Esse trabalho fez ainda com que os alunos diferenciem a leitura do jornal, da revista e do livro, facilitando muito na hora de estudar o conteúdo dado em sala de aula e em casa", concluiu.


Fonte: Folha do Povo (Tupã) / Bastos Já

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