Clealco desmente boatos de venda e confirma instalação em Tupã
Nossa Lucélia - 16.11.2011
TUPÃ - O grupo Clealco deve iniciar já no próximo ano, ainda sem uma data definida, a instalação da sua terceira unidade produtora de álcool e açúcar, no Bairro Dom Quixote, em Tupã.
O compromisso foi assumido durante um encontro realizado na última quinta-feira, na Água Doce Cachaçaria, que contou com a participação de centenas de produtores de Tupã e região. O objetivo desse encontro foi apresentar as vantagens da cana-de-açúcar.
O efetivo início da montagem da usina em Tupã, segundo a Clealco, vai depender da velocidade com que o grupo conseguir novos contratos de parceria e arrendamento de terras para o plantio de mais lavouras, que forneçam matéria prima para a nova unidade.
Já no salão do restaurante, foi servido o jantar aos convidados, devidamente motivado pelo prefeito Waldemir Gonçalves Lopes.
Já o diretor superintendente do Grupo Clealco, José Carlos Escobar, o “Drin”, assumiu um compromisso de que se até o próximo mês de dezembro a usina conseguir parceria de plantio de mais 4 mil hectares de cana, o grupo iniciará a construção da sua terceira unidade de moagem em Tupã, sendo aplaudido pelos produtores presentes.
Tudo favorável - Durante quase uma hora de explanação, Escobar centrou sua mensagem na tentativa de conscientizar proprietários de terras de Tupã e região sobre o tamanho da área plantada que a empresa precisa obter, para dar início à construção de sua terceira unidade, que será instalada em Tupã.
O diretor superintendente do grupo também ressaltou a importância e a força do setor sucroalcooleiro, na geração de emprego e renda, fatores que já se destacam nos municípios que já aderiram à cana-de-açúcar.
Escobar também fez um destaque especial para a cidade de Queiroz (onde a empresa instalou a sua segunda unidade), que já em 2009 teve uma arrecadação “per capita” muito superior que a de Tupã. Na comparação, Escobar disse que, apesar de Queiroz possuir apenas cerca de 4 mil moradores, enquanto Tupã conta com 65 mil, a arrecadação final dos dois municípios foi muito parecida. “Sem iniciarmos a montagem da usina, hoje já temos 350 funcionários de Tupã. E se contarmos as cidades vizinhas, como Rinópolis, Iacri e outras, esse número ultrapassa 500”, afirmou.
O superintendente da Clealco traçou, ainda, um comparativo com o progresso de outras regiões do Estado, produtoras de cana há mais tempo, como Ribeirão Preto, Catanduva e Jaboticabal. “É só comparar o valor da terra e o desenvolvimento”, disse Escobar, destacando a nova realidade de Queiroz, depois da cana.
A cidade de cerca de 4 mil habitantes, em 2009 apresentou uma arrecadação total de cerca de R$ 230 milhões, enquanto que Tupã, sem a cana, teve uma receita total municipal de R$ 330 milhões. “A diferença fundamental é que Tupã tem 65 mil habitantes e Queiroz, apenas 4 mil. Então, a gente nota que onde vai a cana, o desenvolvimento e riqueza do município são diferenciados. E essa região, incluindo os municípios de Bastos, Parapuã, Iacri, Herculândia e Arco-Íris, tem um potencial de incrementar em torno de 40 milhões de toneladas de cana/ano”, disse.
Com relação à rentabilidade, o superintendente da Clealco apresentou números, garantindo que para o produtor a cana chega a render até duas ou três vezes mais que outras culturas comuns na região. “A cana dá três vezes mais que a pecuária, e duas vezes mais que o eucalipto. Além disso, no caso do eucalipto e seringueira, o produtor leva até sete anos para começar a ver dinheiro, enquanto que com a cana o produtor já recebe o dinheiro de forma antecipada, antes da colheita”, disse.
Produtor - Apesar da impressão de terem saído de uma propaganda institucional, os números apresentados pela Clealco em relação à cana foram confirmados por proprietários rurais que já produzem cana-de-açúcar. É o caso, por exemplo, de José Paulo Mathias Gonçalves, que já tem parceria de cultivo de cana com outra usina da região há mais de uma década, e que já é parceiro da Clealco desde 2009.
Segundo Mathias, os custos de produção são o grande diferencial que faz a cana render até três ou quatro vezes mais que outros ramos da agricultura. “Arrendar a terra ou ter parceria com a cana, o custo para o produtor é quase nulo. Então, a cana hoje é um alto negócio”, afirmou.
José Paulo Mathias Gonçalves aponta o fim das queimadas com a mecanização do setor como mais um fator positivo para o plantio da cana.
Números - “Drin” disse ainda que a implantação da terceira unidade da Clealco em Tupã demandará investimento da ordem de até R$ 200 milhões.
A meta inicial da usina é efetuar a moagem de 1,2 milhão de tonelada de cana, com a produção de 46 mil m³ de etanol e 95 mil toneladas de açúcar por ano, além da possibilidade de venda de 52 mil megawats/hora de energia elétrica, a ser produzida com a queima dos restos da cana. “Temos 7 mil hectares cultivados com a cultura da cana-de-açúcar, e nossa meta é atingir 17 mil hectares”, ressaltou.
Ao término do encontro realizado na última quinta-feira, no prédio da Água Doce Cachaçaria, a Clealco realizou uma rápida pesquisa com os produtores, a fim de coletar dados sobre as propriedades rurais de cada participante, bem como se já arrendaram suas terras para o plantio de cana, se têm interesse, tamanho da área e tipo de cultura mantida atualmente. A partir do resultado desse questionário, a empresa levantará o perfil dos produtores de Tupã e região.
Fonte: Diário de Tupã / Bastos Já
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