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Propriedade de Arco-Íris é única na região a produzir café orgânico
Nossa Lucélia - 12.11.2011
ARCO-IRIS - O café orgânico ainda é pouco consumido pelos brasileiros, mas a tendência é que esse tipo de cultivo comece a ganhar cada vez mais espaço no mercado nacional. Basicamente, trata-se de um café produzido sem a utilização de fertilizantes químicos altamente solúveis (industriais), e tampouco a utilização de agrotóxicos (fungicidas, herbicidas, inseticidas ou outros tipos de produtos químicos). No lugar de fertilizantes químicos, utilizam-se alternativas como fertilizantes orgânicos, adubos verdes e um bom manejo do solo.
O produtor Carlos Barbosa, que tem uma pro-priedade no vizinho município de Arco-Íris, falou sobre o cultivo do café orgânico, a melhor época de plantar e colher o grão. “Existem diversas alternativas para cultivar o café orgânico, desde que o produtor tenha condições de fazer a irrigação de maneira adequada. Particularmente, eu prefiro plantar o café em dezembro, na época das chuvas. Para se colher um café otimizado são necessários aproximadamente 5 anos. Atualmente, eu estou conseguindo colher o equivalente a 1.200 sacas de café orgânico, mas a produtividade pode ser bem maior”, disse.
A área cultivada pelo produtor Carlos Barbosa fica próxima da Aldeia India Vanuíre, no Bairro Ponte Alta, em Arco-Iris. Ele é o único produtor de café orgânico em toda a região. Carlos falou da importância de cuidar do solo, para se obter o cultivo orgânico ideal. “Eu utilizo farelo de mamona na preparação do solo. É o esterco orgânico mais eficiente do mercado. Por outro lado, tem o maior custo”, ressaltou.
A adubação orgânica também pode ser feita com a mistura de esterco de galinha, borra de café e bagaço de cana, que é chamada de compostagem orgânica. Além de ser mais barata, ajuda a proteger o meio ambiente. Diferente da adubação química, a compostagem orgânica precisa ser realizada uma única vez ao ano, logo após a colheita. O cafeicultor também ganha a liberdade de manejo, pois pode mexer na lavoura quando faz sol e também quando faz chuva, diferente da adubação química.
O produtor Carlos Barbosa também citou a diferença de preço entre o café orgânico e o convencional. “A saca de 60 quilos do café arábica tradicional custa em média R$ 500,00. A do orgânico sai cerca de 30% mais cara. A tendência é de manutenção de um bom preço para o produtor, porque o consumo aumentou no Brasil e em diversos países do mundo”, explicou.
Apesar do preço mais elevado, o consumo do café orgânico em relação ao convencional é mais benéfico em todos os sentidos. Por não utilizar agrotóxicos em seu cultivo, não polui rios, lençóis freáticos e não prejudica a saúde das pessoas. O tupãense, por enquanto, raramente encontra café orgânico nas prateleiras dos mercados. “Até o momento não foi viável comercializar o produto na cidade de Tupã. Já conversei com muitos comerciantes e ainda não chegamos a um acordo. Penso que talvez falte maior divulgação”, concluiu.
Fonte: Diário de Tupã / Bastos Já
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