Região Oeste do Estado de São Paulo perde menos habitantes
Nossa Lucélia - 0611.2011
Número apresentado pelo Sistema Estadual de Análise de Dados se refere ao período de 2000 a 2010
REGIÃO - A 10ª Região Administrativa do Estado de São Paulo, com sede em Presidente Prudente, registrou na última década uma taxa migratória próxima de zero. Os dados constam do boletim SP Demográfico nº 7 divulgado quinta-feira (3) pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados).
Na última década, a Região Administrativa de Presidente Prudente apresentou taxa de -0,8 migrante ao ano por mil habitantes. Apesar de negativa, a taxa verificada na RA de Prudente foi bem superior à verificada na década precedente, o que pode indicar a recuperação demográfica da região.
Já o município de Presidente Prudente, sede da RA, apresentou entre 2000 e 2010 uma taxa anual de 1,89 migrante por mil habitantes, inferior à taxa de 2,50 migrantes por mil habitantes apurada na década imediatamente anterior (1991-2000).
Na região, as maiores taxas positivas de migração na última década foram apuradas nos seguintes municípios: Pracinha (63,17); Marabá Paulista (19,16); Caiuá (12,11); Paulicéia (9,81); e Flórida Paulista (9,47).
Com 2.842 moradores, a elevada taxa anual migratória de Pracinha pode ser um reflexo da penitenciária com capacidade para quase 800 presos inaugurada em 2002. A expansão da cana-de-açúcar e a implantação de assentamentos da reforma agrária também teriam impactado os movimentos migratórios em pequenos municípios da região.
As taxas negativas mais significativas foram registradas nos seguintes municípios: Rosana (-30,68); Flora Rica (-25,11); Euclides da Cunha Paulista (-16,54); Presidente Bernardes (-10,85); Sagres (-7,69); e Estrela do Norte (-7,12).
O boletim SP Demográfico divulga estimativas inéditas dos saldos migratórios e das taxas de migração para as Regiões Administrativas do Estado de São Paulo (RAs) e seus municípios na primeira década do século 21. Esse estudo complementa o publicado em abril deste ano, que tratou da migração para o Estado de São Paulo e suas três regiões metropolitanas (São Paulo, Baixada Santista e Campinas).
O estudo combina os resultados da população total do Censo Demográfico de 2010, divulgados em abril de 2011 pelo IBGE, com os dados sobre nascimentos e óbitos do Sistema de Estatísticas Vitais (SEV), produzido pela Fundação Seade a partir das informações dos Cartórios do Registro Civil. Tal procedimento permite identificar os saldos e as taxas migratórias regionais e municipais na última década.
Intenso dinamismo - Os principais resultados revelam que, diferentemente da Região Metropolitana de São Paulo, as regiões administrativas de seu entorno (Campinas, São José dos Campos e Sorocaba) e a Região Metropolitana da Baixada Santista – a chamada Macrometrópole Paulista – registraram intenso dinamismo migratório, ainda que suas taxas de migração tenham sido menores do que as verificadas na década anterior. A RA de Campinas destacou-se como uma das mais importantes do Estado em termos de atração populacional no período 2000-2010.
Fonte: Oeste Notícias
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