Polícia Federal investiga um suposto estelionato contra Assorural
Nossa Lucélia - 05.11.2011


Conab informou que há duplicidade de produtores inscritos em programa

LUCÉLIA - A Polícia Federal de Presidente Prudente realizou uma coleta de material gráfico de produtores rurais associados à Assorural (Associação de Pequenos e Médios Produtores Rurais de Lucélia), para apurar possível crime de estelionato.

Segundo os produtores rurais, as assinaturas que constam em uma lista do programa PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) de outra cooperativa, são falsas. Algumas foram feitas em nome de falecidos.

 A possível irregularidade foi observada pela Assorural que recebeu a notificação da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) – gerenciadora do programa – de que a associação não poderia renovar o contrato por haver duplicidades de inscritos. "A Conab nos informou que havia os mesmos nomes no programa da Colelu [Cooperativa de Produtores de Leite da Região de Lucélia], e suspendeu o repasse", disse a presidente da Assorural, Rosemari Evangelista da Silva.

Com a informação, a presidente da Assorural procurou os produtores da associação para se certificar da possível transferência. "Treze produtores viram que as assinaturas não batiam. Provavelmente alguém falsificou as rubricas e utilizou os nomes sem autorização", disse Rosemari Silva, que após a comprovação registrou um B.O [Boletim de Ocorrência]. Um dos produtores que certificou a não autenticidade de sua assinatura foi José Alves. "Eu fiquei chocado. Eu não participo da Colelu. Isso está fora de cogitação", disse Alves.

Na lista apresentada à Conab pela Colelu também consta a assinatura de Mario Negri, falecido três meses antes da data da assinatura. "Meu pai faleceu em março de 2011 e a assinatura foi feita no nome dele em junho. A minha rubrica também foi falsificada. Faz cinco anos que não participo da Colelu", disse o produtor rural Carlos Alberto Negri, 50 anos.

De acordo com a presidente da Assorural, o repasse da Conab para cada produtor era de R$ 4.230,00 por ano. "Este mês já foi bloqueado e não sei o que faremos. Os produtores, inclusive, já entregaram parte da produção para as 11 entidades atendidas na cidade", revelou Rosemari Silva. E completou: "É um trabalho bem atuante que envolve pessoas carentes. Muitas famílias melhoraram a qualidade de vida e os produtores contam com esse dinheiro para aplicar na produção. Queremos que as coisas sejam bem esclarecidas", acrescentou Silva. O inquérito foi instaurado pela Polícia Federal em junho.


Fonte: Oeste Notícias / Blog Lucélia Em Foco - http://www.luceliaemfoco.blogspot.com/