Pescadores falam em crime ambiental no caso Quatiara do Rio do Peixe
Nossa Lucélia - 22.10.2011
Crime consiste no assoriamento do rio causado pelo excesso de areia e da possível morte de peixes
PARAPUÃ - Pescadores ouvidos pela reportagem do Jornal Cidade Aberta nesta semana falam em “crime ambiental” no episódio verificado na última terça-feira (18), quando se formou um extenso banco de areia, que encobriu parte do leito próximo da ponte velha e também o canal de escoamento das águas do Rio do Peixe, que movem a turbina da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Quatiara, em Rancharia.
A empresa responsável pela Quatiara abriu as comportas para a instalação de uma máquina de limpeza de grades da represa e que automatizará o trabalho que hoje é manual.
”A usina (hidrelétrica) deu uma descarga de areia para trocar o maquinário e o que deveria ser aberto por 40 minutos ficou por quase dois dias e aconteceu isso aí que a gente está vendo na beira do rio. O canal hoje praticamente não existe porque está entupido de areia”, contou Donizete Antônio Francisco Filho, motorista de caminhão.
Pescadores da região relatam ter havido também mortandade de peixes após o fato. “Lá pra baixo tinha gente pegando sacos de peixes já mortos”, apontou Donizete.
Crime ambiental? - A Polícia Militar Ambiental (PMA) afirma que o fato configura crime ambiental em razão do assoreamento do leito do rio causado pelo excesso de areia e da possível morte de peixes.
“Nós fizemos um boletim de ocorrências, vamos encaminhar ao comando regional e, posteriormente, à Promotoria do Meio Ambiente. Na opinião da PMA, isso configura como crime ambiental”, explicou o soldado Vagner Pazentin, de Tupã, que acionou a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) regional de Presidente Prudente.
“Após as avaliações, inclusive da coleta de água do rio para verificação do nível de oxigênio e da possível mortandade de peixes, saberemos que tipo de atitude tomar”, informou Luís Carlos Cardoso, técnico da Cetesb regional de Presidente Prudente.
Nada a declarar - “Eu não posso me pronunciar porque não sou a pessoa autorizada para isso na empresa. Se essa pessoa chegar aqui, eu passo para vocês, mas quem vai direcionar é o departamento jurídico. Vou falar com o meu chefe e mais tarde vou pedir para o Reginaldo entrar em contato com vocês e falar para ligar para o 'fulano de tal”.
Essa foi a declaração de Paulo Vieira, encarregado de operações da PCH Quatiara quando questionado pela imprensa sobre o caso.
Fonte: Cidade Aberta / OCnet
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