Falta de chuva prejudica agricultura em Lucélia e região
Nossa Lucélia - 30.09.2011



LUCÉLIA - As quatro estações sempre tiveram seu tempo exato abaixo da Terra. Seguindo o padrão universal da natureza, o verão, outono, inverno e primavera, sempre aconteceram no seu tempo, promovendo perfeita harmonia entre os seres humanos e a natureza. No século XX, o homem resolveu ganhar dinheiro, desmatou, fez queimadas, lançou na atmosfera produtos tóxicos que causam desequilíbrio ambiental, cuja conta, a natureza começa a cobrar com juros e correção monetária.

Estamos no mês de setembro, mês das flores, início da primavera. Época do início das chuvas, terminando a estiagem e proporcionando aos agricultores, tombarem e ararem a terra, lançando sementes da futura plantação, que saciará a fome dos seres humanos. Mesmo estando em setembro, o período de estiagem se prolonga, deixando preocupados os lavradores e agricultores que vivem do sustento da terra. O corte da cana de açúcar deve ter queda na produção em função da estiagem e das geadas que deu as caras no inverno, pela região.

A estiagem se prolonga com falta de chuva. Vejam os dados pluviométricos de 2011:
Janeiro: 225,0 ml
Fevereiro: 221,0 ml
Março 155,0 ml
Abril: 50,0 ml
Maio: 4,9 ml
Junho: 36,5 ml
Julho: 9,9 ml
Agosto 33,1 ml

No mês de setembro, a Casa da Agricultura de Lucélia, constata até a presente data, 9,9 ml, muito pouco para o que é esperado para o mês. O verão é a época das chuvas, pelos dados acima, podemos afirmar que o nível pluviométrico, superou o esperado nos meses de janeiro, fevereiro e março. O mês de abril é também, chuvoso, vindo logo após as “águas de março que fecham o verão”. Os meses subseqüentes: maio, junho, julho e agosto, chove menos que nos meses de verão.

O que causa surpresa é a pouca chuva no mês de setembro, época que a terra já deveria estar sendo tombada e preparada para receber as sementes que dão frutos gratuitos aos habitantes da Terra. Vale observar que os meses de outubro e novembro de 2010, o nível pluviométrico ficou abaixo do esperado para a temporada de chuva. Outubro de 2010, choveu 37,7 ml e em novembro do mesmo ano choveu 72,7 ml. Talvez estes dados sejam um dos fatores na queda da produção agrária do estado.

O desequilíbrio das chuvas no planeta pode estar associado ao aquecimento global. Segundo ambientalistas, o aumento das chuvas no verão bem como, a falta de chuva no inverno pode ser explicado pelas mudanças ambientais que estão ocorrendo no mundo.

Devemos nos habituar de agora para diante: Verão chuvoso, com inundações e temporais de verão. E inverno seco e prolongado. Mundo: não é só a região que sofre com a falta de chuva. A produção de grãos nos Estados Unidos também está sendo afetada. Em países africanos como a Somália, não chove há três anos. O lago Tchad, que fornece água potável para moradores de países como Camarões, Tchad e Níger, pode secar, provocando uma das maiores catástrofes ambientais do planeta desde que o mar de Aral, da antiga União Soviética secou, no fim do último século, devido ao uso indiscriminado na agricultura soviética.


Fonte: Marcos Vazniac



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