Adamantina continua com déficit habitacional
Nossa Lucélia - 13.09.2011
Turra explica que o projeto e a obra já estão aprovados no Grapohab
ADAMANTINA - Apesar da recente entrega das 129 unidades habitacionais do Adamantina L, a cidade continua com um considerável déficit habitacional. Segundo recente estudo técnico, aproximadamente 160 famílias adamantinenses vivem em situação precária e, apesar de já haver promessas de novas casas, as construções ainda não tiveram início.
Em entrevista concedida ao IMPACTO, Reinaldo Turra Júnior, presidente da Emda (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Adamantina), falou sobre as 21 casas populares (Adamantina XI) que serão construídas em terreno anexo ao Parque Itamarati. O Conjunto Habitacional se chamará Murilo Jaccoud e as moradias servirão de abrigo para as 120 famílias que atualmente se encontram em situação precária e terão suas casas reconstruídas pela administração. “Essas famílias foram escolhidas mediante laudo feito em toda a cidade”, explica.
Mas as obras das 21 casas ainda não começaram. Turra explica que o projeto e a obra já estão aprovados no Grapohab (órgão do governo estadual) e a Prefeitura de Adamantina aguarda agora o registro em cartório para começar os trabalhos. “Acreditamos que isso acontecerá em breve, mas não temos data exata”, relatou.
Segundo Turra, a equipe da Emda estuda construir as casas com uma dinâmica diferenciada. “Vamos procurar fugir do convencional para agilizar a obra. Temos como exemplo outras cidades que utilizaram diferentes métodos de construção e tiveram sucesso”, relata. “Aprendemos muito com o Adamantina L, agora temos um respaldo maior para realizar os trabalhos”, completou.
Entretanto são 160 famílias que, segundo laudo técnico, se encontram em situação precária na cidade. “Sabemos que ainda ficaram famílias sem serem contempladas, mas estamos trabalhando para diminuir esse número”, explicou Turra.
Na última semana o presidente da Emda destacou que foi informado de que a CDHU irá enviar representantes da empresa CPOS para avaliar os terrenos e os custos das obras para enviar os dados ao governo, a fim de conseguir convênio com a Caixa Econômica Federal. “Estamos à disposição da empresa para que sejam feitos os laudos, mas não sabemos quando isso acontecerá”, afirmou.
Questionado sobre prazos para entrega das casas para as famílias necessitadas, Turra respondeu que ainda não tem uma data específica. “Todo o trabalho não depende apenas de nós. Estamos fazendo a nossa parte”, completou.
Fonte: Tamyris Araujo – Adamantina em Pauta
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