Centenas de crianças aguardam vaga em creches de Adamantina
Nossa Lucélia - 04.09.2011
Secretária de Educação fala sobre o assunto
ADAMANTINA - Como a maioria das cidades do Estado, Adamantina ainda sobre com o déficit de vagas para as creches municipais. Sem opção de creches particulares, a única saída para os pais é aguardar meses por uma vaga nas unidades municipais.
O IMPACTO procurou todas as creches se passando por mãe de uma criança para saber sobre a disponibilidade de vagas e todas elas foram unânimes – possibilidade de vaga agora só para o ano que vem. Em muitas delas, a fila de espera chega a quase 100 crianças. Em uma das unidades uma funcionária chegou a informar que o número excessivo de alunos já fez inclusive com que a creche tivesse sido interditada pela Vigilância Sanitária.
Procurada pelo IMPACTO a secretária de educação Ruth Paes de Almeida desmentiu a informação, alegando que todas as creches estão em funcionamento normal. Segundo ela, o que aconteceu foram apenas apontamentos por parte da Vigilância e que já estão sendo solucionados.
Para pais e mães que precisam trabalhar a situação fica ainda mais complicada. Embora a Constituição garanta o direito à creche para todas as crianças, esta não é a realidade na maioria das cidades.
Questionada sobre o déficit de vagas nas creches do município a secretária afirmou que atualmente um grande número de crianças de seis meses a quatro anos espera por uma vaga no que eles chamam hoje de escolas municipais de educação infantil integral (antiga creche), mas não falou em números exatos.
Segundo ela, atualmente 535 crianças freqüentam as 6 escolas e a creche conveniada mas, embora a prefeitura já tenha aumentado muito o número de vagas, isso ainda não foi o suficiente visto que a demanda de mulheres hoje ativas no mercado de trabalho, e que precisam recorrer às creches, é muito grande. “Outro motivo é a confiança que elas passaram a ter no trabalho desenvolvido dentro dessas unidades. É uma mudança positiva porque mostra o resultado de nosso empenho em dar uma educação de qualidade mas que também cria uma situação nova, o aumento da demanda, com a qual estamos tentando lidar”, explica.
Sobre as creches em construção, Ruth afirmou que a conclusão dessas obras não resolverá o problema. Segundo ela, o problema será apenas amenizado e por isso a administração continua em busca de conquistar junto ao governo estadual verba para a ampliação da EMEI Pequeno Príncipe.
Fonte: Natália Bachi – Adamantina em Pauta
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