Polícia de Tupi Paulista investiga participação de agente penitenciário em plano de fuga
Nossa Lucélia - 30.07.2011


A atuação da Polícia Militar no interior do presídio contou com a autorização da Justiça da Comarca local

TUPI PAULISTA - A denúncia de um possível plano de fuga mobilizou no início da noite de quinta-feira (28) policiais militares de Força Tática do 25º Batalhão do Interior na Penitenciária Compacta de Tupi Paulista, na região de Presidente Prudente.  Segundo a Polícia Civil o fato foi comunicado por volta das 18:10 horas.

Segundo consta, a administração do presídio tomou conhecimento do fato por meio de uma denuncia escrita de que, um funcionário estaria entrando no presídio local munido de um relógio que dispõe de um dispositivo de filmagem, para colher informações do interior do presídio e repassá-las a indivíduos que tentariam uma fuga de presos com apoio externo. Diante do conhecimento a direção do presídio solicitou a presença da Policia Militar no local.

De acordo com o Boletim de Ocorrências, o agente penitenciário E. M. O, 29 anos residente em Panorama, representante do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de São Paulo, durante a abordagem, o mesmo se negava a entregar e mostrar o relógio de pulso que portava consigo.

Após inúmeras tentativas com diálogo entre a PM, o diretor do presídio, diretor de disciplina e um advogado para que o agente entregasse o relógio, este foi irredutível na negativa. Com autorização judicial, os policiais realizaram uma busca minuciosa no agente e no seu bolso foi localizado, um relógio de pulso, preto, tipo filmadora, que segundo a PM foi apreendido e encaminhado juntamente com a parte envolvida ao plantão da Polícia Judiciária.

O delegado de polícia Adérson Moises Vieira, titular do 522ª DP disse ontem (29) que o material apreendido foi encaminhado ao IC (Instituto de Criminalística) de Dracena onde está sendo submetido a pericia para a constatação ou não de imagens gravadas do interior do presídio. 

“A conduta do agente foi totalmente estranha, a sua recusa em entregar o relógio em tese demonstra a presunção de culpa, mas a gente não pode afirmar nada o que só depende do Laudo Pericial. A simples cogitação de um crime não é punível na esfera penal. Mas vamos analisar o laudo e se configurar ilícito penal instauraremos o inquérito penal” disse o delegado. De acordo com a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) o presídio que tem capacidade para 768 presos, hoje está abrigando 1229 sentenciados.


Fonte:  Portal Notícias (Tupi Paulista) Foto: João Paulo Lopes



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