Região é rota do tráfico
Nossa Lucélia - 25.07.2011


Delegado da Dise de Adamantina fala sobre trabalho policial

ADAMANTINA - A apreensão de mais de 600kgs de drogas na última semana nas cidades de Adamantina, Osvaldo Cruz, Tupã e Presidente Venceslau confirma que o oeste de São Paulo é rota no tráfico de drogas vindas principalmente do Paraguai e Mato Grosso e Mato Grosso do Sul sentido às grandes cidades brasileiras. 

Para o delegado titular da Dise (Delegacia de Polícia de Investigação sobre Entorpecentes), Ricardo Dourado dos Santos, de Adamantina, a possibilidade está descartada de alguma quadrilha terem atuado na região durante o final de semana.

“Não existe nenhum vínculo entre os fatos ocorridos em OC, Adamantina e Presidente Epitácio, pois são casos distintos, vindos de cidades diferentes com destinos diferentes. Foi mera coincidência terem ocorridos no mesmo final de semana. Não realizamos nenhum trabalho específico durante esses dias, isso apenas mostra o empenho da Polícia Civil nos casos”, ressalta.

Sobre o aumento de drogas na região, o delegado afirmou que “o trafico não aumentou, o que aumento foi a capacidade da Polícia Civil de combater essas ações, por isso aumentaram as prisões e as apreensões em toda a região”, relata.

Além disso, Dourado ressalta o mercado existente nesse meio. “O tráfico só existe porque existem usuários, se não houver usuários não haveria tráfico de drogas, porque com os entorpecentes também acontece a lei da oferta e da procura”, afirma.

O delegado da Dise fala também da abrangência do problema, que não assola somente a cidade ou a região, e sim o mundo todo. “Esse é um mal que assola mundo inteiro. Vemos constantemente pessoas frustradas, que querem experimentar novas sensações, que provam por brincadeira e acabam se tornando dependentes”.

Para ele, entidades e poder público devem realizar políticas fortes de prevenção ao uso de drogas. “Quanto mais unidades de combate ao tráfico e mais especializadas elas forem, minimizaremos os efeitos do tráfico”, completa.

Questionado sobre o trabalho realizado pela Polícia Civil, Dourado avalia como satisfatório. “Não temos como avaliar se o que pegamos é tudo, o mínimo ou metade, entretanto o trabalho realizado pela polícia tem sido satisfatório, uma vez que semanalmente pessoas são presas por porte de drogas, seja de pequeno porte, quando vende na porta de casa ou na esquina pequenas porções diretamente para o usuário, ou de grande porte, que transporta grandes quantidades. Nós da polícia não fazemos distinção, até mesmo porque a pena é a mesma, de 5 a 15 anos de prisão”, explica.


Fonte: Adamantina em Pauta





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