Município de Martinópolis ganha repercussão negativa a nível nacional
Nossa Lucélia - 24.07.2011
Medidas do prefeito "Baixinho" são destaques no Jornal Nacional e no Mais Você de Ana Maria Braga
MARTINÓPOLIS - As medidas administrativas tomadas pelo prefeito de Martinópolis, Waldemir Caetano de Souza, o conhecido "Baixinho", ganharam repercussão nacional às avessas. O fato de Baixinho ter atrasado pagamentos de salários de cerca de 1 mil servidores e depois determinado o pagamento dos salários de acordo com a letra com que começa o nome de cada funcionário e ainda uma espécie de lei do silêncio entre os funcionários foram os motivos.
Quanto ao pagamento dos salários por ordem alfabética, ao invés de começar pela leta "A", o prefeito determinou o pagamento de trás para frente, ou seja, da letra "Z" para a letra "A". Detalhe: o prefeito, que recede um salário perto dos R$ 11 mil, tem o nome que começa com a letra "W", ou seja, foi um dos primeiros a receber.
Com isso, dos 1 mil funcionários municipais ainda restavam 218 funcionários da prefeitura sem receber os salários. O prefeito prometeu fazê-lo até a próxima quarta-feira, 27. Não bastasse isso, o prefeito decretou silêncio entre os 1 mil funcionários. Um decreto proíbe que os funcionários públicos falem sobre assuntos pessoais, inclusive salário, façam reclamações ou organizem manifestações durante o horário de trabalho. Quem descumprir pode ser penalizado.
Para a presidente do Sindicato dos Servidores da cidade, Maria Regina Leite, essa foi mais uma forma de coagir os funcionários e impedir possíveis reações. “Aqui é um país democrático, não um autoritarismo igual está sendo imposto pelo prefeito”, disse Leite.
A presidente do Sindicato dos Servidores de Martinópolis protocolou esta tarde, no Ministério Público do Trabalho em Prudente, uma denúncia contra a prefeitura por atraso de salários e pelo publicação do decreto.
Repercussão Nacional - O caso das medidas administrativas do prefeito Baixinho, de Martinópolis, ganharam repercussão nacional. O atraso nos pagamentos, a adoção do critério de inversão de ordem alfabética nos pagamentos e a lei do silêncio foram reportadas no Jornal Nacional da TV Globo e mereceu comentário até mesmo no programa "Mais Você" da apresentadora Ana Maria Braga, da mesma emissora.
Ontem, finalmente, o prefeito disse à TV Fronteira que as medidas sobre o pagamento dos salários pela ordem inversa foram de duas diretoras administrativas, que acabaram exoneradas. Mas não disse nada a respeito da lei do silêncio.
Fonte: Ocnet / colaborou TV Fronteira
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