Tupã: Maconha poderia render até R$ 300 mil a traficantes
Nossa Lucélia - 20.07.2011



TUPÃ - A cidade de Marília era o destino dos 131,5 quilos de maconha apreendidos por volta das 2 horas da última quinta-feira (14) pela Força Tática da Polícia Militar (PM) à margem da Rodovia SP-294.

Uma denúncia anônima levou os policiais até o automóvel GM-Corsa, cujos ocupantes encontravam-se em atitudes suspeitas na Vicinal “Tupã-Quatá”. Com a aproximação da viatura, o motorista saiu do local em alta velocidade e “furou” pelo menos três bloqueios policiais até abandonar o veículo “recheado” de maconha. Ele e seu acompanhante (não identificado até o fechamento desta página) se embrenharam em um matagal.

No mesmo dia, pouco depois das 8 horas, A. L. P. A., que amanhã, dia 19, completa 25 anos, residente em Marília, foi preso por policiais militares em uma propriedade rural no Município de Herculândia e autuado em flagrante na Dise de Tupã.

Segundo o delegado Sandro Resina Simões, todos os indícios e informações apontam que o entorpecente apreendido seria levado para “abastecer” o mercado de Marília. Por medida de segurança, a droga foi incinerada na própria sexta-feira.

Simões também disse que o traficante preso não confessou de onde estava trazendo o entorpecente que, segundo cálculo informal da própria polícia, poderia, no atacado, à base de R$ 700,00 por quilo, render em torno de R$ 92 mil. Enquanto que no varejo esse faturamento poderia chegar à casa dos R$ 300 mil.

ARMAÇÃO - O rapaz, que não tinha passagem anterior pela polícia antes de ser preso pela PM de Herculândia, ainda tentou criar uma história que o isentasse da acusação de tráfico de drogas.

Antes de ser localizado, segundo o delegado Sandro Simões, o rapaz entrou em contato com a mãe, em Marília, informando que havia sido vítima de um roubo e pedindo que ela registrasse um boletim de ocorrência de seu desaparecimento. 

“A apreensão do veículo aconteceu por volta das 2 horas e essa ocorrência foi registrada no Plantão Policial de Tupã por volta de 3 horas. Logo em seguida, a mãe dele já foi ao plantão, lá em Marília, dizendo que tinha recebido uma ligação telefônica dele, que ele teria sido vítima de roubo, teria sido mantido em cárcere e que ela não sabia informar mais detalhes. Quando ele foi encontrado pela Polícia Militar, na quinta-feira, de manhã, deu continuidade a essa história fantasiosa, essa farsa, mas a mãe e a namorada dele já tinham sido ouvidas por uma equipe de policiais da Dise, que tinha se deslocado para lá”, contou Simões.

O problema é que, no confronto dos depoimentos da mãe e da namorada, na apuração dos detalhes e horários informados, A. L. P. A., caiu em contradições e, ao ver que sua história não colou, evocou o direito constitucional de ficar calado e falar apenas em juízo. “Contradições claras e evidentes. Nada batia; os horários, as ligações que ele fez para a família... Ele não sabia que a mãe e a namorada já tinham sido ouvidas lá em Marília”, comentou Sandro Simões.

Ainda segundo o delegado da Dise, no depoimento a mãe do rapaz chegou a admitir que ele já teve envolvimento com maconha e cocaína, mas nunca havia se envolvido em ocorrência policial por causa disso. Pelo benefício da primariedade, mesmo com uma quantidade tão expressiva de droga, Simões avalia que o rapaz deverá pegar uma pena de 4 ou 5 anos de reclusão. Ele foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá, na sexta-feira, 15.

DENÚNCIA - Sandro Simões voltou a destacar a importância da “parceria” da população auxiliando a polícia através de denúncias. Foram denúncias desse tipo que levaram a Força Tática ao GM-Corsa com a maconha na vicinal e também ao suspeito, em um sítio no município de Herculândia. “A polícia trabalha com inteligência, com investigação, e trabalha também a partir de informações. Toda informação que a gente recebe é sempre bem vinda”, finalizou.


Fonte: Diário de Tupã





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