Governo deve investir R$ 500 milhões na Nova Alta Paulista
Nossa Lucélia - 07.07.2011
O presidente da AMNAP anunciou em coletiva de imprensa que o governo do estado deverá investir cerca de R$ 500 milhões na Nova Alta Paulista
REGIÃO - O prefeito de Osvaldo Cruz e presidente da Associação de Municípios da Nova Alta Paulista (AMNAP), Valter Luiz Martins, esteve em Presidente Prudente na última sexta-feira, 1°, onde participou de encontro com o governador do estado, Geraldo Alckmin, e todo o corpo de secretários. Em linhas gerais, o governo do estado deverá investir cerca de R$ 500 mi na Nova Alta Paulista nos próximos três anos e meio.
Em pauta, reivindicações dos 31 municípios que compõem a AMNAP. Um dos principais assuntos foi a recuperação da SP-425 e também a SP-294. “Nós solicitamos que seja feita quatro pistas, como é até em Parapuã. A terceira faixa está praticamente defasada diante do movimento atual de veículos”, explicou Martins.
O prefeito explica ainda que a abertura da ponte sobre o Rio Paraná, que liga São Paulo (Pauliceia) ao Mato Grosso do Sul (Brasilândia), deverá aumentar ainda mais o tráfego na 294. “Hoje o movimento já é enorme e nós solicitamos as quatro faixas de Adamantina até Panorama”, disse. Outra solicitação foi a criação de um porto intermodal. “Queremos trazer toda a produção do centro-oeste brasileiro para Panorama e ai transportar até o porto de Santos”, contou.
FATEC - Reivindicação antiga, o governador Geraldo Alckmin anunciou que a Nova Alta Paulista irá receber uma unidade da Faculdade de Tecnologia do Estado (FATEC). “Em nenhum momento discutimos em qual cidade será instalada”, ressaltou Martins. A escolha da cidade será feita por técnicos do governo.
Saúde - Pensando em uma melhoria na saúde pública das cidades da região, a criação de um hospital regional na Nova Alta Paulista foi mais uma vez discutida durante o encontro com o governador. No entanto, os municípios que compõem a AMNAP lutam por uma outra solução. De acordo com Valter Martins, as Santas Casas deveriam ser melhores equipadas. “Vamos equipar e trazer bons profissionais para os nossos hospitais; de forma que façamos atendimentos de média complexidade. Hoje, fazemos apenas baixa complexidade e enviamos os demais atendimentos para Marília e Presidente Prudente”, explicou.
Martins acredita que, com as Santas Casas da região melhores equipadas, os hospitais de Marília e Presidente Prudente ficariam desafogados. “Se fizermos isso (média complexidade) na Nova Alta Paulista, encaminharemos apenas os atendimentos de alta complexidade para as outras cidades. Com isso, melhoram as receitas dos hospitais e evitamos transportar 80% pacientes”, finaliza Martins.
Fonte: OCnet / Pedro Afonso
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