Rio do Peixe
Nossa Lucélia - 22.06.2011
O Rio do Peixe
Tirei um pedaço teu
Na palma da minha mão
E matei minha sede com tua vida
Quantas destas águas
O Bem-te-vi também não bebeu?
Quanta menina-moça
Se espelhou na tua miragem?
Quanto pescador fez lendas
Com teu nome?
Tu eras serpente verde
Hoje tens o sangue barrento
De água ferida pelo progresso
Rio do Peixe,
Rio de alegria e de tragédia
Alegria da fome saciada pelos teus frutos
Mistérios
Rio do Peixe...
O que somos nós
Senão meros sonhadores
Na piracema contra o tempo
Mas no teu caminho
Meu rio amigo,
A água faz caricia na pedra
Junto com teu rumor
A mata faz sinfonia
Com sua fauna gritante
Quiçá um dia um barquinho de papel
Carregue esse poema
Na tua correnteza
Porque tu és
O Jordão sagrado
Do meu pedaço de terra paulista!
E quando o concreto
Me faz passar sobre ti
Penso quantas vezes
Tu já não passaste por mim...
Willian dos Santos – Osvaldo Cruz/SP
Alvarenga, José: ... e o sertão acabou.
Páginas 167 e 168.
Ao nosso rio
O Rio do Peixe
É um leito colorido,
Da natureza é um som marcante
Melodia divinal
O Rio do Peixe
Que margeia a emoção
É da vida lenitivo
Um tema forte, sensível
Ao poeta, ao pintor.
O Rio do Peixe,
Ao meu olhar, é paz, acalma,
É de Deus amor presente...
Um êxtase da criação!
O Rio...
Este leito ondeado...
Que não entre nele a morte
Que não façam dele pó
E que o peixe...sobreviva!
Leonice Pesci Vidotto – Osvaldo Cruz/SP
Alvarenga, José: ... e o sertão acabou. Páginas 160 e 170.
Fonte: Colaboração: Marcos Vazniac
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