Nova Alta Paulista - A primeira reunião regional
Nossa Lucélia - 22.06.2011



ZONA DA MATA - Osvaldo Cruz nasceu com vontade de participar, com desejo de união, com vocação de ser útil, com sentimento de coletivo. Com apenas um ano e meio de existência, Osvaldo Cruz foi sede da primeira reunião regional, com a finalidade de tratar de assuntos de interesse da Zona da Mata, como era chamada a região, por causa da densa mata aqui existente.

A reunião deu-se por iniciativa de Laércio Martins de Freitas e realizou-se na noite de sábado de 21 de janeiro de 1943. Naquele tempo, o burgo em formação pertencia a Segunda Zona do Distrito de Balisa, Município de Martinópolis e Comarca de Lucélia.

A ata da reunião (uma preciosidade, por ter sido certamente a primeira aqui lavrada) foi redigida e manuscrita com a bonita letra caligrafia de Osório Meira Costa. Estiveram presentes à reunião: Miltre Bedran, Walter Wild, Osório Meira Costa, Milton Camargo Neves, representante de Luiz Ferraz de Mesquita, Sebastião Teixeira Camargo, João Dias de Oliveira, Luiz M. Silva, representante de Manoel de Freitas Caíres, Felix Castilho Dias, Juvenal Pereira de Alvarenga, Laércio Martins de Freitas, José Siqueira, Felipe Carmona, Paulo Sambaqui, José Lemes de Freitas, Sylvio Boschetti, Napoleão Ribeiro, Takaiti Fugiwara, Werner Grinberg, João Augusto Machado, Antonio de Paula, Miguel Margi, Emil Esper, João Hafner, Hassein Aly Mustafá e Aristeo Sampaio Campos.

Para presidi-la, foi chamado Miltre Bedran que convidou João Dias de Oliveira para expor os objetivos da mesma. Em breves palavras, ele pôs em evidência a necessidade e se conjugar esforços e de se promover, sob uma única orientação, a melhoria da estrada sob o espigão interligando Lucélia, Osvaldo Cruz e Tupã.

Depois de estudadas e debatidas várias sugestões, foi criada a “Sociedade Amigos Zona da Mata” e constituída sua primeira diretoria: presidente, Manoel de Freitas Cayres; Vice-presidente, Walter Wild; primeiro secretário, Osório Meira Costa; segundo secretário, Aristeo Sampaio Campos; tesoureiros, Luciano Iglesias, com funções em Lucélia, e Juvenal Pereira de Alvarenga, com funções em Osvaldo Cruz. Conselho Consultivo: José Lemes Soares, Sylvio Boschetti, Atílio Buzzo, Werner Grinberg, Takaiati Fugiwara e Félix Castilho Dias. Para presidente de honra foi aclamado Luiz de Souza Leão.

José Lemes Soares e Sylvio Boschetti, empresários de ônibus, comprometeram-se a contribuir, cada um, com a importância de quatro mil cruzeiros em dinheiro ou serviços, declarando ainda que os membros da diretoria ficariam isentos do pagamento de passagens em seus ônibus, quando a serviço da sociedade. Milton Camargo Neves, representante de Luiz Ferraz de Mesquita, ofereceu dois mil cruzeiros e Walter Wild cinqüenta dias de serviços.Atílio Buzzo, Eni Aguiar e Elias Sabagg foram incumbidos de correr lista, entre os moradores da região, angariando donativos.

Os presentes à reunião consideram-se sócios da Sociedade e sujeitos a uma contribuição mensal que seria fixada pela diretoria. João Dias de Oliveira propôs e foi aprovado se consignasse, em ata, um voto de louvor a Laércio Martins de Freitas pelo mérito da iniciativa.

Hoje a região é servida por trilhos ferroviários de bitola larga e por estradas pavimentadas para todas as regiões, mas naquele tempo vencer dez quilômetros era um ato de bravura.


Fonte: (08-11-1984). Alvarenga, José: Janelas do Tempo: Crônicas da cidade de Osvaldo Cruz). Páginas 15 e 16. / Colaboração: Marcos Vazniac




Voltar para Home de Notícias


Copyright 2000 / 2010 - All rights reserved.
Contact: Amaury Teixeira Powered by www.nossalucelia.com.br
Lucélia - A Capital da Amizade
O primeiro município da Nova Alta Paulista