Segundo funcionária pública, "prefeitura abriu concurso para cargo desnecessário"
Nossa Lucélia - 20.06.2011


Cláudia Jaquelina dos Santos é concursada e contratada para a função de zeladora mas não a exerce

ADAMANTINA - Após divulgação do concurso público que será realizado pela Prefeitura de Adamantina o IMPACTO recebeu a denúncia de uma funcionária pública que afirmou que a administração estaria abrindo vagas para cargo desnecessário no município.

Cláudia Jaquelina dos Santos é concursada e contratada para a função de zeladora mas não a exerce. “Segundo a própria administração, não há necessidade desta função na cidade”, comenta. Atualmente ela está “em desvio de função”, exercendo o cago de monitora. O que deixa a funcionária inconformada é o fato de que ela recebe pela função de zeladora R$ 594,00 enquanto exerce um papel que deveria lhe pagar R$ 1070,00.

“Já enviei um ofício à prefeitura requerendo cópia da Lei municipal que criou o emprego de zelador onde constam as atribuições. Após cinco meses recebi o ofício nº025/2011/SAD apenas me informando qual seria a lei que dispõe sobre o plano de classificação de cargos e empregos. E agora eles abrem novamente concurso para um cargo desnecessário? Quero apenas exercer a função pela qual fui contratada, e não fazer outro tipo de serviço e ainda receber bem menos do que os outros que o fazem”, desabafa.

Segundo Cláudia, atualmente outras 26 pessoas encontram-se na mesma situação que ela. Foram contratados como zeladores e estão desempenhando diversas outras funções. O IMPACTO procurou a Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos que, por escrito afirmou não ter recebido nenhum tipo de denúncia sobre o assunto.

Questionados sobre a abertura de vagas para zelador, já que não existem essas atribuições no município, a Secretaria afirmou “as atribuições da função de zelador são as que estão dispostas no C.B.O. (Código Brasileiro de Ocupações) e outras correlatas determinadas pelo superior imediato; As funções descritas no Edital são sim as que serão desempenhadas pelo ocupante do emprego”.

Sobre a funcionária Cláudia Jaquelina, a administração afirmou que “as funções desempenhadas pela funcionária Cláudia são as pertinentes ao emprego por ela escolhido”.


Fonte: Natália Bachi / Tamyris Araujo - Adamantina em Pauta




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