Usinas de açúcar e álcool de Queiroz e Clementina estão à venda
Nossa Lucélia - 07.06.2011
TUPÃ - O grupo sucroalcooleiro Clealco colocou à venda 100% de suas duas usinas de açúcar e álcool, localizadas em Queiroz e Clementina, somando capacidade para moer 9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra.
Dois grandes grupos disputam as aquisições. Um deles é a petroleira francesa Total - que, se concretizar o negócio, fará sua estreia em açúcar e álcool no Brasil. A outra forte pretendente é a Guarani, que vem respaldada por sua parceira, a também petroleira Petrobras, via Petrobras Biocombustíveis.
A Clealco contratou há cerca de um mês o Itaú BBA para assessorá-la no negócio. Fontes afirmam que as duas companhias de petróleo já entregaram suas propostas e que os valores oferecidos se aproximam de R$ 2,2 bilhões - o que, a grosso modo, equivale a cerca de US$ 150 por tonelada de cana de capacidade instalada. As terras das usinas e a cana, que atende cerca de um terço da demanda das unidades, não entraram na negociação.
Uma das plantas industriais, a de Queiroz, tem cogeração de energia com bagaço de cana. Mas, além das duas usinas, a negociação também inclui um projeto de outra unidade, já em andamento, no município de Tupã. Essa terceira usina ainda não começou a ser construída, mas a área já conta com licenciamento ambiental aprovado. Também entram no pacote mais dois projetos de construção.
Com administração familiar, o grupo Clealco tem um bloco de controle que, segundo fontes, passou por discordâncias. Por isso a decisão de se desfazer do negócio. Na safra encerrada em 31 de março de 2010, dado público mais recente da empresa, a Clealco teve receita bruta de R$ 633 milhões, 56,6% a mais do que os R$ 404 milhões realizados no ciclo anterior. A empresa teve um lucro de R$ 26,4 milhões, ante o prejuízo de R$ 50,8 milhões da safra anterior.
A dívida total (curto e longo prazos) da empresa com empréstimos e financiamentos somou R$ 416 milhões em 31 de março de 2010, ante os R$ 471 milhões de igual período de 2009.
Fundada em 1983, a Clealco deve processar, nas suas duas usinas, 7,6 milhões de toneladas de cana neste ciclo 2011/12. Devem ser destinados 70% do caldo da cana para a produção de açúcar, o que deve redundar em um volume fabricado de 700 mil toneladas da commodity. A produção de etanol deve atingir 146 milhões de litros.
Fonte: Diário de Tupã
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