Família está inconformada com morte da jovem
Nossa Lucélia - 25.05.2011
OSVALDO CRUZ - Indignação. Esta é a palavra que resume o sentimento da família da jovem Fabíola Nava Ursolino que foi assassinada e enterrada no quintal da casa do namorado, Marciano Alves Soares, na Vila Esperança.
Por telefone, uma prima da jovem (que não quis ser identificada) disse em entrevista à Rádio Clube de Osvaldo Cruz, como era o relacionamento da jovem e as circunstâncias do assassinato.
“Nós não acreditamos na história dela ter ido embora para casa de outros parentes, a não ser para São Paulo com a família dela”, contou.
A falta de informações sobre o paradeiro de Fabíola fez com que a família acionasse a polícia e registrasse um Boletim de Ocorrência (B.O). “Ninguém trouxe ela para casa e aí entregamos o caso à justiça para eles procurassem minha prima”, disse a parente de Fabíola.
Casal já morava junto em São Paulo - De acordo com o depoimento da prima, o caso entre Fabíola e Marciano durava alguns anos e com o consentimento da família. Os dois já moravam juntos em São Paulo.
“Ela sempre visitava a família e quando foram para Osvaldo Cruz também estava presente e aparentemente estava tudo bem entre eles”, disse. A última vez que a família viu Fabíola foi no ano novo.
Tentativa de contato - “Ela tentou entrar em contato com a gente porque o Marciano estava espancando ela”. Esta, de acordo com a prima, foi a última notícia que a família teve de Fabíola. “Depois ele ficou dizendo que ela tinha ido embora e cada hora era uma história”, revelou a prima de Fabíola. A jovem ouvida na reportagem afirmou ainda que a família já imaginava que alguma coisa de errada teria acontecido com Fabíola. “Estávamos esperando o pior” .
Dor - Por volta da uma da manhã de hoje (24) a Polícia Civil de Osvaldo Cruz informou a família da de Fabíola sobre a morte da jovem. O pai de Fabíola e madrasta devem vir a Osvaldo Cruz para fazer o reconhecimento do corpo e em seguida tentar velar a jovem em São Paulo.
“Não tem mais nada para velar, só os ossos. Eu não sei se ele (Marciano) enterrou a Fabíola em um saco ou jogou areia na cara dela”, disse chorando a prima da jovem assassinada. “A mãe dela está a base de medicamentos para poder se acalmar”, finalizou a prima de Fabíola.
Fonte: OCnet - Pedro Afonso
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