Delegado esclarece investigações
Nossa Lucélia - 25.05.2011


Assassinato foi motivado por ciúmes

OSVALDO CRUZ - O delegado titular da Polícia Civil de Osvaldo Cruz, Marcelo Marques Silva Lemes, concedeu entrevista a pouco para falar sobre o assassinato da jovem Fabíola Nava Ursolino, de apenas 16 anos de idade.

De acordo com o delegado o boletim de ocorrência por desaparecimento, feito em São Paulo, via Delegacia Eletrônica, chegou até delegacia de Osvaldo Cruz há cerca de um mês.

“No histórico do B.O constava que a última notícia da família teria da vítima é que de ela (Fabíola) estaria residindo com um indivíduo que também era de São Paulo”, disse Lemes.

Com o nome do rapaz em mãos, diligências foram iniciadas a polícia pôde constatar que Marciano Alves Soares, 33, realmente estava na cidade.

Mentiras - Nos primeiros contatos, Marciano confirmou que Fabíola teria vindo de São Paulo para Osvaldo Cruz, mas, depois de algum tempo a jovem foi para casa de alguns parentes, no Mato Grosso. No entanto, a polícia descobriu que os parentes moram em Minas Gerais. Com isso, o fato começou a chamar ainda mais a atenção dos policiais.

Após diligências na Vila Esperança (bairro onde Marciano Morava com a jovem), vizinhos confirmaram à polícia que o casal tinha residência no local, porém, Fabíola já estava desaparecida há pelo menos 20 dias. “Passado alguns dias, soubemos que o rapaz havia adquirido dois sacos de cimentos e isso chamou a nossa atenção”, revelou o delegado.

Assassinato foi por ciúmes - Por várias vezes os policias foram atrás de Marciano, mas a casa estava sempre vazia. Na tarde de ontem, o rapaz procurou pela polícia para saber o porquê dos civis estarem indo ao seu encontro.

“Nós passamos todas as evidências que tínhamos sobre o caso e ele começou a cair em muitas contradições. Aí, o rapaz acabou entregando que, por ciúmes de um ex-namorado dela, houve uma discussão. Ele empurrou Fabíola e ela bateu a cabeça e desfaleceu na hora. Ele amarrou as mãos e os pés da jovem, enterrou no quintal e cimentou o corpo”, contou o delegado.

O rapaz mostrou aos policiais onde o corpo estava enterrado e autorizou que o local fosse cavado. “Assim que localizamos a ossada, acionamos o instituto de criminalística e o Instituto Médico Legal (IML) que foram até o local e retiraram o corpo”, disse.

Foi feito o pedido de prisão temporária para Marciano. O homicídio foi qualificado por motivo fútil e a pena varia entre 12 e 30 anos. Além disso, houve ocultação de cadáver e a pena pode chegar a três anos.


Fonte: OCnet - Pedro Afonso (Foto: Jornal Cidade Aberta)





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