Trabalhadores e usinas da região ainda não chegaram a um acordo salarial
Nossa Lucélia - 19.05.2011


As usinas envolvidas nas negociações são de Flórida Paulista, Lucélia, Adamantina, Junqueirópolis, Santa Mercedes e Parapuã

REGIÃO - Na semana passada, aconteceu em Adamantina uma reunião para definir o piso salarial dos trabalhadores de uma destilaria e das usinas da região para o biênio 2011/2012. O encontro foi convocado pela Asetresp (Associação dos Sindicatos dos Empregados e Trabalhadores Rurais do Estado de São Paulo).

Para intermediar e defender a classe dos trabalhadores rurais, estavam presentes na reunião sindicalistas de vários municípios, entre eles Tupã, representado por meio do presidente do Sindicato dos Empregados Rurais de Tupã e Região e da Fetragro (Federação Estadual dos Trabalhadores e Empregados Rurais na Agricultura do Estado de São Paulo), Paulo Oyamada.

As usinas envolvidas nas negociações são: Agrobertolo (Flórida Paulista), Bio-Energia (Lucélia), Branco Peres (Adamantina), Usaupa (Junqueirópolis), Santa Mercedes (Santa Mercedes) e a destilaria Califórnia em Parapuã.

Os trabalhadores reivindicaram um piso salarial de R$ 800,00. De imediato, as usinas não aceitaram. Então, foi feita uma contraproposta de R$ 750,00. Essa proposta está sendo estudada pelas usinas, mas ainda não há uma previsão de quando ocorrerá outra reunião para discutir o assunto.

Enquanto isso, os trabalhadores que são, em geral, cortadores de cana, continuam aguardando melhorias em seus salários. A carga horária do trabalhador no setor canavieiro é de 44 horas semanais, com uma folga na semana, totalizando 220 horas mensais.

Nas usinas de todo o País, os trabalhadores estão sendo substituídos por máquinas. Segundo Oyamada, em 2014 será proibida a queima da cana. Com isso, a profissão de “cortador de cana” será extinta. “Toda usina já utiliza uma ou duas máquinas para trabalhos no campo. Essas máquinas cortam a cana, colhem e a colocam no transbordo. Elas fazem o serviço que muito trabalhador poderia estar fazendo. Uma única máquina substitui de 80 a 90 trabalhadores no corte da cana e no plantio são 20”, disse. Encerrando, ele lembrou que cada máquina tira a vaga de cem trabalhadores. Um número assombroso e que aumentará ainda mais nos próximos anos.


Fonte: Diário de Tupã





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