Cores de alguns prédios públicos de Lucélia geram polêmica tendenciosa
Nossa Lucélia - 13.05.2011



LUCÉLIA - O que justifica a polêmica é a finalidade. A utilidade dos objetivos almejados, quando se busca a solução de algum problema, de algo que cause prejuízo a alguém, no caso a população, a polêmica se justifica e se torna legítima. No entanto, muita polêmica vazia tem sido gerada com fins escusos, injustificados, que sugere manobras tendenciosas no intuito de criar problemas apenas para tumultuar a administração e usar de forma irresponsável do ponto de vista lógico a condição de formador de opinião por parte de alguns órgãos de imprensa.

Uma das questões mais recentes levantadas nesse sentido no município de Lucélia versa sobre as cores aplicadas em alguns prédios públicos, entre eles o portal de entrada da cidade, parte do terminal rodoviário e a Vaca Mecânica, onde a cor vermelha foi aplicada. Foram geradas algumas alegações de que essas cores teriam sido usadas por conta do Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual pertence o prefeito João Pedro Morandi. Nunca foi dito ser esse o motivo pelo qual essa cor teria sido usada, não se sabe de onde certas pessoas tiram esse tipo de ideia, na verdade, a cor foi utilizada nesses locais por ter sido considerada de forte impacto, chamativa, proporcionando maior visibilidade.

É fato que, o brasão oficial do município de Lucélia também possui a cor vermelha no centro que de acordo com a Lei n.º 583, de 05 de junho de 1.959, simboliza a luta e a tenacidade dos filhos da terra, que tão alto elevaram o município, emparelhando-o aos demais municípios progressistas do Brasil, bem como a capa da Lei Orgânica, impressa a anos, onde a palavra Lucélia é estampada em vermelho, dando mais visibilidade ao nome da cidade.

Com relação ao slogan, cada administração busca identificar algumas obras por ela construída, reformada ou projetos em ação. O “Dedicação e Transparência” é o slogan da atual administração municipal de Lucélia (e não o da última campanha eleitoral, como foi veiculado) e tem identificado a presença do governo em alguns segmentos, por exemplo, em veículos da frota municipal, onde um adesivo apresenta esses dizeres, outras cidades usam até de forma mais ostensiva, porém, em Lucélia tudo acaba incomodando, na verdade, algumas conquistas é que parecem incomodar mais do que os fatos, o que justifica nesses atos a presença de uma oposição que radicaliza uma espécie de inconformismo infundado e essa forma extrema de expressar certas insatisfações de ordem pessoal, da conta de interesses particulares e corporativos anulam qualquer tipo de propósito justificado.

Por outro lado, além de ter usado pessoas que muitas vezes não possuem esclarecimento suficiente para opinar sobre questões de ordem legal, apelam para uma moralidade cívica que a maioria já deu demonstrações que estão longe de possuir, caracterizando uma espécie de demagogia própria de quem se sente movido por sentimentos do tipo despeito e torna esse tipo de manifestação ainda mais absurda. Na verdade, do ponto de vista legal, não existe nenhuma linha em nenhuma lei municipal que determine a utilização das cores azul e branco do município na pintura de prédios públicos, da mesma forma que não está escrito em lugar nenhum que a utilização do vermelho nesses locais seria por conta das cores do Partido dos Trabalhadores.

Algumas pessoas deveriam avaliar melhor a forma de expressar as suas legítimas opiniões a respeito dos assuntos de interesse da comunidade, fazer isso de forma responsável, desinteressada, desvinculada de interesses políticos, afinal de contas, existem limites muito sutis entre as boas intenções e o dolo, o que torna o limite entre o excesso de cuidados moralmente embasados com o ridículo da falta de base para determinar a essência das ações de uma pessoa.

Apesar de reconhecer a legitimidade da preocupação de tão nobres cidadãos lucelienses, entender a extensão da nobreza dos objetivos almejados por eles, acreditar na verdadeira intenção cívica da maioria, ainda assim, um pouco mais de bom senso faz muito bem na hora de elaborar e fundamentar alguns questionamentos. Existe uma história interessante sobre três crivos: primeiro, meu questionamento tem base real por ser verdadeiro e legítimo? Meu questionamento tem utilidade? O questionamento vai ajudar, vai fazer bem a alguém? A dica é se passar pelos três crivos é porque o questionamento procede, o resto fica por conta da consciência de quem questiona.


Fonte: Assessoria de Comunicação Prefeitura de Lucélia





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