Santa Casa de Osvaldo Cruz: Prefeitura e MP estão próximos de assinar TAC
Nossa Lucélia - 10.05.2011



OSVALDO CRUZ – O prefeito Valter Luiz Martins anunciou essa semana que a assinatura do Termo de Ajuste de Conduta (TAC), está próxima de acontecer entre a prefeitura e o Ministério Público (MP).

A ideia é implantar um novo modelo de gestão no hospital. No mês passado, Martins anunciou que a nova gestão seria compartilhada com os municípios de Sagres e Salmourão. “Essa gestão não é uma intervenção radical, mas é um modelo de administração onde Osvaldo Cruz, Sagres e Salmourão, tem voz de decisão”, explica o prefeito.

O prefeito Valter Martins disse que a proposta inicial é do governo do Estado investir R$ 500 mil em ajuda financeira, a prefeitura de Osvaldo Cruz colocará mais R$ 100 mil, Sagres e Salmourão mais R$ 20 mil cada, totalizando de imediato R$ 640 mil para a Santa Casa saldar os compromissos mais urgentes.

O prefeito afirmou que o TAC, proposto pelo MP veio em boa hora, já que, a Santa Casa atravessa a pior crise financeira da história. “Precisamos tomar ações para recuperar a nossa Santa Casa e não ficar se lamentando que não temos dinheiro para fazer as coisas”, disse Martins.

Prefeitura já se mexe - No mês passado, o Ministério Público conseguiu judicialmente uma medida liminar em ação civil para que os três municípios deixassem de contratar serviços com o hospital e, caso necessário, transferissem imediatamente os pacientes para outros hospitais da região.

Após isso, um acordo firmado entre o próprio MP e as prefeituras envolvidas, previa que num prazo de 30 dias o hospital deveria providenciar a contratação de profissionais que estariam em falta, em especial ginecologista e anestesiologista, para devolver a capacidade de atendimento dos casos de maior urgência e emergência.

Neste período, o prefeito Valter apontou as mudanças já ocorridas no hospital. “A prefeitura deu um suporte financeiro para Santa Casa, pois em determinadas ocasiões, não havia dinheiro nem para comprar remédios”.

“Nós demos um repasse de mais de R$ 20 mil em remédios e acertamos débitos com alguns profissionais que não estavam trabalhando por não estarem recebendo”, finaliza Martins.


Fonte: Ocnet / Bastos Já





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