MPT intervém e acaba greve de 20 dias na usina Floralco
Nossa Lucélia - 28.04.2011
FLÓRIDA PAULISTA - Um acordo mediado nesta quarta-feira (27) pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Presidente Prudente pôs fim à greve de empregados da Usina Agro Bertolo-Floralco, localizada no município de Flórida Paulista, que já durava mais de 20 dias.
A empresa concordou com a proposta feita pelos trabalhadores, que inclui novas formas de pagamento de férias, retomada do pagamento de horas de transporte, fornecimento de cesta básica, reposição de equipamentos de proteção e pagamento dos dias parados.
Além disso, a usina se comprometeu a realizar reuniões periódicas com uma comissão de trabalhadores formada para discutir melhores condições de trabalho.
O movimento grevista teve início no dia 6 de abril devido à insatisfação dos cortadores frente a não resolução de questões do adiantamento e parcelamento do pagamento de férias, discutidos entre sindicato da categoria e empresa no final do ano passado, em reunião na Gerência Regional do Trabalho em Presidente Prudente.
Com a entresafra, houve sensível diminuição no salário dos trabalhadores, devido à redução, por parte da usina, da carga horária de 8 para 7 horas diárias, e ao não pagamento de horas in itinere, relacionado ao deslocamento casa-trabalho-casa, decorrente da mudança na jornada.
Os trabalhadores se mostraram descontentes, inclusive com a atuação da entidade sindical representativa, o que os levou a procurar a Federação dos Trabalhadores Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp). Enquanto isso, a empresa se negava a negociar, entendendo a greve como ilegal e ilegítima.
A Feraesp encaminhou ao MPT abaixo-assinado com centenas de assinaturas de trabalhadores rurais, atestando o descontentamento com o sindicato. Foi aberto processo, que culminou em audiências de mediação do conflito e com o efetivo fim do movimento grevista.
“Trata-se de uma vitória dos trabalhadores. A comissão formada pelos ruralistas tem a participação de representantes dos sindicatos de base e da Federação, o que confere mais legitimidade e força à classe trabalhadora”, observa o procurador Cristiano Lourenço Rodrigues, responsável pelo caso.
Fonte: Portal Prudentino
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