Liberação de recinto da Festa do Peão de Pacaembu gera polêmica e pára na Justiça
Nossa Lucélia - 20.04.2011
PACAEMBU - A primeira noite da 24ª Festa do Peão de Pacaembu (quinta-feira, 7) causou muita polêmica e chegou à Justiça. O evento estava marcado para ter início às 21h00 horas, no entanto, houve um atraso de quase duas horas, sendo que a abertura oficial teve de ser adiada para a sexta-feira, 8. Segundo comentários preliminares que começaram no recinto e se espalharam pela cidade no dia seguinte, o motivo seria a falta de laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros no Recinto de Rodeio. De posse desta informação a reportagem da Folha Regional investigou e teve acesso a documentos que comprovavam a versão.
Na mesma data da abertura da Festa (7 de abril), a juíza substituta Thaís Galvão Camilher julgou a ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo contra a presidência da Comissão Organizadora da Festa do Peão e determinou a suspensão imediata do evento. “... até que o requerido providencie a documentação faltante, sob pena multa por descumprimento no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), sem prejuízo da caracterização de crime de desobediência”, determinou a meritíssima.
Além de ressaltar a necessidade de inspeção prévia da Polícia Militar, a juíza evidenciou em seu despacho que “dentre as irregularidades constatadas, aquela que causa maior perigo de dano é a ausência de atestado de vistoria do Corpo de Bombeiros. Sem tal documento, o qual deveria ter sido providenciado pelo requerido a contento, impossível se torna aferir se o local de evento apresenta as condições mínimas para a segurança da população. No cotejo entre a necessidade de segurança da população e o prejuízo financeiro que experimentará o requerido em razão de não se iniciar a festa na data de hoje, deve prevalecer a primeira, sem sombra de dúvida verdadeiro direito fundamental do cidadão.”
Frente a tal situação, os membros da Comissão Organizadora buscaram as soluções que evitassem a interdição do evento. E, segundo Derivaldo Santiago, foi preciso solicitar deslocamento de uma equipe do Corpo de Bombeiros de Presidente Prudente para executar a revista no Recinto. “Fomos a Dracena e Adamantina para que viessem fazer o auto de vistoria, mas nos orientaram a pedir direto ao grupamento de Prudente. Nesse meio tempo, pessoas mal intencionadas espalharam que não havíamos sequer solicitado a vinda dos Bombeiros, no entanto, isso é tão falso que se não tivéssemos protocolado documento dias antes da Festa, os Bombeiros nem teriam ido ao Recinto ainda na noite de quinta-feira, por volta das 23 horas e feito a inspeção, como ocorreu”.
Com os apontamentos feitos pelos oficiais prudentinos, os organizadores trabalharam para saná-los. “E, na sexta-feira, 8, logo depois do almoço, o Recinto já estava pronto para que os Bombeiros fizessem a nova vistoria dos problemas detectados, o que ocorreu e resultou na liberação da Festa”, completou Santiago.
Depois do laudo favorável do Corpo de Bombeiros e informação da Polícia Militar, a meritíssima autorizou a realização do evento e sentenciou a revogação da liminar anteriormente concedida, bem como das medidas assecuratórias determinadas.
A reportagem entrou em contato com o presidente Valdir Veiga para ter a sua versão a respeito dos acontecimentos. E ele desabafou: “Nós, da Comissão, abrimos mão das nossas vidas particulares por três meses para realizarmos a Festa do Peão. Não negamos que houve o atraso, no entanto, conseguimos reverter a situação a tempo de fazer um dos melhores eventos que Pacaembu já viu. Ninguém teve prejuízo. Agora, o que me deixou mais contrariado foi o fato de pessoas que se diziam minhas amigas me traírem pelas costas, e justamente na hora que mais precisava delas. Por isso daquele meu desabafo no domingo na arena. Tem gente em Pacaembu que, em vez de lutar pelo bem da cidade, prefere ficar fazendo 'inferno' e torcendo para que nada dê certo. Ou seja, são pessoas pequenas, infelizes, rancorosas. Lamento que nossa cidade ainda suporte esses 'maus cidadãos', politiqueiros de plantão, porque o povo pacaembuense não merece nada disso. Gostaria de saber, até quando teremos que conviver com esse tipo de gente?”.
Fonte: RICARDO BISPO / Folha Regional
Voltar para Home de Notícias
Lucélia - A Capital da Amizade O primeiro município da Nova Alta Paulista |