Empresa de Dracena é pivô de greve em Jaú, Bauru e Marília
Nossa Lucélia - 19.04.2011
Defensorias das três cidades devem rescindir contrato com a firma de Dracena e contratar uma outra em caráter de urgência
MARÍLIA - A empresa de segurança Buzati que presta serviços para a Defensoria Pública do estado é pivô de uma greve de profissionais da área de segurança em três das principais cidades do oeste de São Paulo: Marília, Jaú e Bauru.
De acordo com a Rádio 950 de Marília, as defensorias das três cidades devem rescindir contrato com a firma de Dracena e contratar uma outra em caráter de urgência. Tudo porque a segurança dos prédios onde funcionam a Defensoria estão desguarnecidas em razão da greve feita pelos empregados, cujo serviço é terceirizado à empresa dracenense.
A greve ocorre em razão de problemas de ordem trabalhista, inclusive falta de pagamento dos vigilantes, segundo profissionais do setor. O segurança, José Pires, que trabalha na Defensoria de Marília, confirma a continuidade da greve dos vigilantes por falta de recebimento de salários. A empresa já teria recebido do governo do Estado pelos serviços e não teria repassado aos empregados o dinheiro. “Segundo informações os donos da empresa não estão nem em Dracena”, disse o vigilante.
O defensor público de Jaú, Luiz Cláudio Fontanete Alves da Silva, confirma a paralisação também naquele cidade. Ele diz que já foi definida pela rescisão do contrato com a Buzatti e a contratação de uma outra empresa em caráter de urgência. Procurado pela reportagem o proprietário da empresa, Univaldo Buzatti, não foi encontrado para prestar esclarecimentos.
Empresa é sediada em Dracena - A empresa pivô da polêmica está estabelecida na cidade de Dracena na rua XV de Novembro, bairro São Francisco permanece com as portas abertas. De acordo com informações de fontes em Dracena, o proprietário Univaldo Buzati é ex-policial civil e já foi vereador em Dracena. Uma sua filha é delegada de Polícia na cidade de São Paulo.
A mesma fonte destacou que na semana passada representantes da Seccional de Polícia Civil do Estado com sede em Marília estiveram em Dracena e colheram depoimento do dono da empresa. O teor e o porquê do depoimento não foram revelados à imprensa. O caso permanece em sigilo.
Fonte: OCnet
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