Trabalhadores do corte de cana da usina Floralco promovem manifesto
Nossa Lucélia - 14.04.2011
Centenas de trabalhadores participaram do ato que teve inicio no trevo principal a cidade. A manifestção foi próxima a linha férrea da cidade
FLÓRIDA PAULISTA - Centenas de trabalhadores do corte de cana da usina Floralcol em Flórida Paulista decidiram ontem (13) promover no trevo principal da cidade uma manifestação em protesto a falta de pagamento. O motivo, segundo os grevistas, seria as férias atrasadas, além da cesta básica, que não estaria sendo paga há três meses.
A empresa paga apenas em torno de R$ 0,18 e R$ 0,19 por metro de cana que cortamos, “quando deveríamos hoje está recebendo em média R$ 0,60 pelo metro”, Disse um canavicultor que não quis ser identificado. O movimento grevista se iniciou no último dia 31 de março e prossegue na empresa. Mais de duas mil pessoas cruzaram os braços e esperam, por um posicionamento da empresa.
No inicio da tarde de hoje (13) o Jornal Diário obteve com exclusividade informações junto aos trabalhadores da usina sobre os motivos da greve. Apesar do medo, alguns deles, preferiram não falar de maneira individual, mas pelo grupo. De acordo com os canaviltores o motivo pela paralisação se deve pelo fato de que a usina não estaria depositando o fundo de garantia dos funcionários. A Polícia Militar acompanhou a manifestação dos trabalhadores que partiu do trevo da SP 294 com destino ao centro da cidade.
Ainda segundo os trabalhadores a situação em relação aos materiais de segurança é outro problema. Os trabalhadores vêm trabalhando sem as condições mínimas para rotina diária.
Segundo os trabalhadores, alguns foram até a agência da Caixa Econômica Federal em Adamantina com o objetivo de solicitar o extrato quando notaram que nada havia sido depositado nos últimos anos.
A FETAESP (Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de São Paulo) esteve no local, procurando intermediar as negociações entre trabalhadores e usina, mas até momento não houve nenhum sucesso nas negociações, enquanto isso os canavicultores continuam a espera de uma resposta da usina.
Segundo os trabalhadores, até o momento não há qualquer previsão de volta ao trabalho. Segundo João Batista, gerente da usina, a empresa não iria se pronunciar a respeito do assunto.
Fonte: Portal Notícias
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