População pede regulamentação para carga e descarga na área central da cidade
Nossa Lucélia - 01.04.2011
JUNQUEIRÓPOLIS - Mais uma vez o trânsito na área central da cidade é motivo de reclamações. Após reclamações da falta de vagas para estacionar e ciclistas trafegando na contramão, desta vez a reclamação é com o tráfego de caminhões para carga e descarga.
Um dos casos de maior reclamação é em frente aos supermercados. Sem espaço para carga e descarga, os caminhões das empresas ficam estacionados em plena via pública, complicando ainda mais o tráfego na região.
O estacionamento irregular de caminhões de carga e descarga e a parada em fila dupla, causam grandes retenções de veículos no centro comercial da Rua Rui Barbosa, principalmente nos horários de pico, e em alguns momentos a passagem só é possível para um automóvel de cada vez.
As placas de sinalização não são respeitadas e até o espaço reservado para embarque e desembarque de pacientes nas drogarias e farmácias são ocupadas por motoristas infratores.
A falta de fiscalização propicia a ação sem punição, que, no entanto, é a única alternativa para os comerciantes da região. “Os caminhões de carga e descarga precisam parar em frente à loja e às vezes até no meio da rua, para descarregar a mercadoria para a loja. Isso prejudica os pedestres, motoristas e comerciantes daqui, mas, infelizmente, não temos opção. Não há um local reservado para isso, apesar do grande número de lojas existentes na rua”, justificou um comerciante que pediu para não ser identificado.
Outra reclamação da população é que comerciantes bloqueiam algumas vagas com cones e cavaletes para guardar lugar para caminhões. “Já é difícil parar porque a rua está cheia de carro. Aí em uma das poucas áreas em que eu poderia deixar meu carro, colocam esses malditos cones. É fogo”, lamenta uma cliente de um dos supermercados. “É um absurdo isso que fazem. Acho que a fiscalização deveria ficar em cima disso”, disse outro cliente.
A principal justificativa dos comerciantes é a falta de vagas exclusivas para carga e descarga. “Já cheguei a perder fornecedor e clientes porque eles não têm onde parar aqui na frente”, disse um empresário que pediu para não ser identificado. Ele afirma que deixa os cones junto à calçada durante a maior parte do tempo e só o coloca no meio da vaga quando sabe que será feita alguma entrega.
Um outro comerciante, que também pediu para não ser identificado, afirma que tomou a iniciativa de colocar dois cones, que impedem o acesso de outros carros que não sejam de sua empresa apenas para não atrapalhar ainda mais o trânsito, sendo que antes os veículos da empresa eram obrigados a pararem em fila dupla. “Fazemos várias entregas durante o dia, e para não parar em fila dupla para fazer o carregamento dos produtos vendidos na loja, prefiro reservar a vaga”, explicou, ao estar consciente que desta forma atrapalha menos o trânsito no local.
Comentando sobre o assunto, o assessor de trânsito Luiz Henrique Pelegrinelli informou que tudo isto está acontecendo devido o crescimento das áreas de comércio da cidade. “Os comerciantes precisam agilizar o recebimento de mercadorias em seus estabelecimentos, e para isso precisam de áreas destinadas prioritariamente a carga e descarga, mas isso reduziria o número de vagas disponíveis para os clientes, o que reduziria o movimento no comércio, principalmente em locais onde há dificuldade para encontrar locais para estacionamento, como as principais concentrações comerciais da cidade”, ressaltou.
Segundo ele, mesmo estabelecimentos de maior porte, como supermercados, que costumam dispor de áreas próprias para receber mercadorias, costumam ter problemas quando várias entregas acontecem ao mesmo tempo. “O acúmulo de veículos para fazer entregas toma áreas que seriam para o estacionamento da clientela, e isso também não é desejável”, afirma.
Sem ver uma solução pronta e definitiva para o problema, o assessor acredita que uma discussão do caso poderia ser produtiva. “O ideal será convidar as entidades representativas do comércio para discutir esse assunto e se chegar a uma solução satisfatória para todos. O problema é que o número de estabelecimentos e o movimento de cada loja aumentou com o crescimento econômico da cidade. Acredito que é caso de, juntos, poder público e empresas, buscarmos uma solução”, conclui.
Fonte: A Notícia (Junqueirópolis)
Voltar para Home de Notícias
Lucélia - A Capital da Amizade O primeiro município da Nova Alta Paulista |