Santa Casa de Osvaldo Cruz opera com um deficit de R$ 820 mil no ano
Nossa Lucélia - 24.03.2011
OSVALDO CRUZ - A Santa Casa de Misericórdia de Osvaldo Cruz passa por um deficit operacional em seu orçamento de R$ 69.136,06 por mês. Ou seja, em um ano o valor chega a R$ 829.632,72.
Segundo carta redigida pela direção do hospital e enviada ao governo federal, nos últimos anos a Santa Casa acumulou dívidas com bancos, previdências e impostos. Alguns fornecedores também não querem mais vender medicamentos, alimentos, materiais de limpeza, equipamentos e serviços, afetando a capacidade e qualidade de atendimento.
“Em cerca de oito anos só ocorreram ajustes pontuais como o realizado pelo Ministério da Saúde para apenas 1.376 procedimentos, a partir da competência de dezembro de 2008. Ainda assim, os valores continuam defasados em relação aos custos de produção de serviços. Estudos realizados pela Santa Casa comprovam que a cada R$ 100 gastos, o SUS remunera apenas R$ 60”, diz o texto.
Os serviços oferecidos pela Santa Casa são de assistência médica, hospitalar, cirúrgica, ambulatorial, exames complementares de diagnóstico e tratamento.
No hospital, 70% dos atendimentos são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo referência para os municípios de Sagres, Salmourão e Osvaldo Cruz, atendendo uma população aproximada de 40 mil habitantes.
Em sua estrutura possui Pronto Socorro 24 horas e seis clínicas de especialidades básicas que são: Pediátrica, Médica, Cardiológica, Cirúrgica, Ortopédica, Ginecológico-Obstétrica e Anestésica. “A Santa Casa buscou durante este período aportes emergenciais ao governo, recorrendo a emendas parlamentares”.
O secretário de Saúde de Osvaldo Cruz, Luiz Sérgio Mazzoni, disse que a secretaria compra apenas os serviços da Santa Casa, mas não possui nenhum envolvimento com o hospital. “Não somos responsáveis por repasse de verbas à Santa Casa, apenas compramos serviços do hospital. Sei que há um repasse de verba por parte do município ao hospital, mas o recurso não é de nossa responsabilidade”, ressalta.
De acordo com a assessoria de Saúde do Estado de São Paulo, também não cabe ao órgão o repasse de verbas à Santa Casa. “O governo auxilia o hospital através de termos aditivos, como emendas parlamentares, que não são fixas, e recursos do Programa Pró-Santa Casa 2, um apoio mensal do Estado em parceira com os municípios”, afirma a assessoria.
Fonte: OESTE NOTÍCIAS / Folha Regional (Flórida Paulista)
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