Adamantina não entrega casas populares desde 2003
Nossa Lucélia - 12.02.2011
O último conjunto habitacional entregue foi o Mario Covas, em 2003
ADAMANTINA - Mesmo com tantos projetos dos governos estadual e federal de apoio e incentivo à habitação popular, Adamantina não entrega casas populares desde 2003, quando foi inaugurado pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e a administração José Laércio Rossi, o Conjunto Mario Covas.
A mesma administração deixou ainda para a seguinte, de José Francisco “Kiko” Micheloni, que assumiu seu primeiro mandato em 2005, dois conjuntos aprovados pela CDHU – o Adamantina L, próximo ao bairro Bela Vista com 189 moradias e o Adamantina M, no bairro rural Lagoa Seca, com 50 moradias. Quase oito anos depois, ninguém viu mais nenhuma dessas casas sair do papel.
Procurado pelo IMPACTO, o presidente da EMDA (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Adamantina), Reinaldo Turra Júnior, explicou que diversos problemas que começaram na licitação, que envolvia inclusive uma empresa que nem existia, até uma denúncia de crime ambiental que paralisou a obra por cerca de dois anos foram atrasando a construção das moradias que, finalmente, encontram-se em fase final de acabamento. O sorteio das casas, feito pelo então governador do Estado, Geraldo Alckimin, foi capa do IMPACTO em 21 de janeiro de 2005.
Turra explicou que quando a atual administração assumiu a prefeitura do município, o Adamantina L já estava licitado, o terreno já tinha sido adquirido e o local já estava sendo terraplanado, mas existiam problemas na parte de administração da obra e na compra de materiais. “A empresa que ganhou a licitação para fornecer o material nem existia. Fomos até Presidente Prudente, onde deveria ser sua sede e não encontramos nada”, explica.
Posteriormente, em 2006, com o início da construção do muro de arrimo foi verificado que o local destinado à área verde, era uma área de alagamento. A Aproman denunciou o caso e conseguiu com que a obra fosse paralisada para ser readaptada. A paralisação durou cerca de dois anos.
Segundo Turra, a construção das casas só começou realmente em 2007, em sistema de mutirão, mas a morosidade dos trabalhos, verificada aqui e em todo o Estado, fez com que, em 2009 o governo percebesse que os mutirões não estavam funcionando como deveriam. Foi aí que o governo resolveu então liberar um recurso extra para a contratação de profissionais para a construção.
Questionado sobre a situação atual, seis anos depois do sorteio das casas, Turra afirmou que as 129 moradias estão na fase final, já pintadas e com a parte elétrica instalada. “Não podemos entregar o conjunto sem que toda a parte de infraestrutura esteja pronta. Precisamos finalizar o asfalto, mas por causa das chuvas, resolvemos esperar para não corrermos o risco de perder parte do trabalho pronto”, afirmou. Segundo ele, o governador Geraldo Alckimin deve estar em Adamantina no mês de março para sortear as unidades onde cada uma das famílias contempladas em 2005 irá morar. “Até abril essas casas já estarão entregues e as famílias já estarão morando no local”, finaliza.
Fonte: Natália Bachi – Adamantina Em Pauta
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