MST mantém acampamento em Parapuã e em cidades da região
Nossa Lucélia - 07.02.2011
Capitão da PM diz que em Parapuã o grupo está regular, ja que pagam arrendamento das terras
PARAPUÃ - A presença de acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), na região de Tupã, tem se tornado cada vez maior. Em 2010, foram registrados pontos de acampamentos do MST em várias cidades vizinhas como Iacri, Quatá, Queiroz, Parapuã e no Distrito de Universo. No momento o MST continua acampado em Parapuã, Iacri, Quatá e Universo.
O comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar de Tupã, capitão Fernando Marcos Bigeschi, informou que desde que os acampamentos começaram a surgir na região, a Polícia Militar passou a visitar os pontos de ocupação a fim de verificar as condições de cada um deles.
A medida também tem por objetivo garantir a ordem e a tranquilidade, mas a permanência do MST nas áreas ocupadas na região tem ocorrido de maneira pacífica. “Estivemos em todos os pontos de ocupação e o grupo se mostrou amistoso, tendo atendido até agora todas as notificações que a Justiça tem expedido, para desocupação das áreas”, informou Bigeschi.
Ainda segundo o comandante da Polícia Militar de Tupã, a região de Tupã ainda conta com três pontos de ocupação irregulares, que são os de Quatá, do Distrito de Universo e do Bairro Cruzeiro, em Iacri.
Com relação ao grupo acampado numa área localizada em Quatá, nas proximidades da Fazenda Cocal, Bigeschi disse que o prazo dado pela Justiça, para desocupação da área, vence neste domingo, dia 6.
“Estivemos no acampamento juntamente com o oficial de Justiça, para a entrega da notificação expedida pela Justiça, e o grupo nos garantiu que no domingo à noite já não haverá ninguém no local”, informou Bigeschi.
Os integrantes do MST que estavam instalados em Anápolis já deixaram o local. Parte do grupo saiu de Anápolis e foi para o Distrito de Universo, e outra parte se deslocou para o acampamento existente em Queiroz, numa área que foi arrendada pelo MST.
Já os dois pontos de ocupação que havia no município de Rinópolis, também já não existem mais, porque todos os seus integrantes, acatando decisão judicial, desocuparam a área e se dirigiram para o acampamento de Parapuã. “Existem dois acampamentos que são considerados regulares, porque nestes casos os grupos estão pagando arrendamento aos proprietários. Uma das áreas fica no município de Queiroz e a outra em Parapuã”, informou Bigeschi.
No geral, Bigeschi analisa como positivo o trabalho desenvolvido pela PM junto ao MST, observando também que os seus integrantes em nenhum momento reagiram de maneira agressiva contra a presença da PM nos acampamentos, não tendo sido registrado nenhum confronto. “Confronto é algo que não ocorreu. Nossa presença nos acampamentos é garantir a ordem. E isso não significa repressão. Por outro lado, os integrantes do MST se mostraram pacíficos e dispostos a lutar pelos seus direitos e também a atender as decisões da Justiça”, destacou.
Fonte e Foto: Parapuã.Net
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