População questiona qualidade do recapeamento da vicinal Lucélia/Adamantina
Nossa Lucélia - 05.02.2011
Dinheiro público jogado fora?
LUCÉLIA - A euforia pelo início do recapeamento da estrada vicinal que liga os municípios de Lucélia e Adamantina passou rapidamente, depois que a população começou a perceber a qualidade do material utilizado no asfalto.
Reivindicação antiga da população e autoridades da região, o trecho parece estar “melhorado”, mas muitos afirmam que, com a qualidade do que está sendo feito, os problemas reaparecerão rapidamente.
Depois de intermináveis meses de espera, nos deparamos novamente com o mau investimento do dinheiro público – uma estrada recapeada, mas sem acostamento ou delimitação mais segura. E após tantas promessas, até mesmo de uma ciclovia, temos que nos contentar apenas com a ausência temporária de buracos.
O trecho que recebe grande fluxo diário não apenas de automóveis, mas de pedestres, ciclistas e carroceiros continuará apresentando riscos. “Os pedestres, ciclistas, cavaleiros e carroceiros continuarão sem espaço e mediante sério risco de acidentes: é um absurdo. No Estado de São Paulo foram feitos acostamentos e ciclovias em centenas de cidades; só aqui é diferente. Será que, unidas, as duas comunidades não teriam força política para obter esses benefícios?”, questiona o advogado Sidnei Alzidio Pinto, indignado com a situação. E continua: “E a rotatória de acesso à vicinal JVP, no final da avenida Amizade Jóia, não será feito? Os motoristas continuarão sob risco? Será necessária a morte de algum infeliz para, depois, construí-la?”.
Em nota, a prefeitura de Adamantina esclareceu: “Referente a Vicinal Lucélia/Adamantina, conforme informações da empresa que está executando a obra, o trabalho não está concluído. Está sendo realizado o reperfilamento, faltando outra camada 'capa'. O recapeamento da vicinal Lucélia/Adamantina foi um convênio do Governo do Estado, sendo o mesmo responsável pelo projeto da obra e licitação.
Reconhecemos que a reivindicação para construção de acostamento é justa, mas não cabe a Prefeitura definir se será ou não feito, pois a vicinal é de responsabilidade do Estado.
"A vicinal – A vicinal Moysés Justino da Silva está sendo recapeada pelo Programa PróVicinais IV, que beneficiará outras vicinais na região. Dentre os trechos que fazem parte do programa estão serviços de restauração na Vicinal Lucélia-Adamantina (ADM 020), com extensão de 2.700m no valor de R$ 857.113,91; serviços de recuperação da Vicinal José Bocardi, com extensão de 7,20km, trecho Adamantina - divisa com Mariápolis(Bairro Mourão) ADM-030/267, no valor de R$ 3.119.166,40; serviços de recuperação na Vicinal Pedro Mônego, trecho SPA 592/294 – Bairro Tupãzinho ADM 284, com 4,40 km de extensão no valor de R$ 1.720.992,57.
Empenhada desde maio de 2010, verba para ciclovia não chegou ao município - A construção de uma ciclovia na vicinal Moysés Justino da Silva, próximo ao bairro Bela Vista, também é uma reivindicação antiga da população. Em maio de 2010 foi divulgado o empenho de R$ 100 mil por parte do Ministério do Turismo para ser utilizado pela prefeitura de Adamantina para a construção da mesma.
No projeto inicial, a ciclovia teria 2,3 quilômetros de extensão e 3 metros de largura e seria toda pavimentada, no estilo de uma calçada em nível baixo. A pista teria início na rua Bráulio Molina Frias e terminaria na divisa com Lucélia.
O recurso havia sido disponibilizado com intervenção da vereadora petista Cleusa Marquetti Francisco e do então deputado federal, Cândido Vaccarezza (PT/SP).
Procurado pelo IMPACTO, o presidente do diretório municipal do PT, João César Prado (João Grandão), afirmou que uma pendência da prefeitura com o Cauc (Cadastro Unificado de Convênios) até 31 de dezembro do ano passado, deverá inviabilizar totalmente o envio da verba para o município, já que o contrato deveria ter ocorrido no exercício de 2010.
Também procurada pelo IMPACTO, a vereadora Cleusa Marquetti Francisco, responsável pela conquista do recurso financeiro, afirmou que questionará por escrito o Executivo na próxima semana sobre o andamento de todos os projetos de emendas conquistadas pelo PT.
A prefeitura também foi procurada para saber o motivo pelo qual, depois de nove meses, a obra não começou. Em nota, a assessoria de comunicação informou que “a proposta e o plano de trabalho do convênio encontram-se aprovados no Portal do Convênios (SICONV). A proposta também encontra-se empenhada no Ministério do Turismo. A Prefeitura está no aguado da publicação do convênio para a liberação do recurso”.
Fonte: Natália Bachi – Do Adamantina Em Pauta
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