27 cidades da região não têm leitos para internações
Nossa Lucélia - 21.11.2010




REGIÃO - Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária de 2009, divulgada na sexta-feira, 19, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que 27 dos 53 municípios que compreendem a região de Presidente Prudente não oferecem leitos para internações. Conforme o levantamento, todas as cidades possuem ao menos um estabelecimento de saúde público, sendo que sete municípios contam com unidades de saúde que prestam serviço de UTI (Unidade de Terapia Intensiva)/CTI (Centro de Terapia Intensiva).

Até o ano passado, a região contava com 454 estabelecimentos de saúde, sendo 264 públicos e 190 particulares. O número de leitos para internações somou no período 3.086 unidades. De acordo com a diretora técnica do Departamento Regional de Saúde (DRS-XI), Aldinéia Martins, a tendência é que os pequenos hospitais sejam fechados, já que as unidades com menos de 50 leitos, por exemplo, se tornam inviáveis, pois dependem da mesma estrutura de um hospital com maior número de leitos.

"Os pequenos hospitais estão fadados a fecharem as portas porque a infraestrutura é cara. Estão todos 'agonizando'", diz. Ela lembra que uma unidade hospitalar é a empresa mais complexa que existe, pois além de atuar no tratamento de pacientes conta com diversos serviços que operam ao mesmo tempo como lavanderia, restaurante, serviço de transporte, entre outros. "O doente [atendido pelo SUS] ganha um terço do que o presidiário e isso traz revolta".

A região conta com nove estabelecimentos de saúde que prestam serviço de UTI (Unidade de Terapia Intensiva)/CTI (Centro de Terapia Intensiva). Além de Presidente Prudente, onde três unidades oferecem esse tipo de atendimento, o serviço também é realizado nos municípios de Adamantina (1), Dracena (1), Lucélia (1), Osvaldo Cruz (1), Rancharia (1), Rosana (1).

Em Prudente há ainda dois estabelecimentos que prestam serviços ao SUS Diálise. Mesmo com a necessidade de ampliação de vagas, a diretora técnica do DRS-XI cita que o número de UTIs triplicou no Estado de São Paulo. "O Hospital Regional já tem seis vezes mais leitos do que tinha no Hospital Universitário", informa. Aldinéia menciona que hoje o Estado conta com a Central de UTIs, onde são mapeadas todas as vagas para transferência de pacientes, caso não haja o serviço na cidade ou região.

"Posso dizer que na região a saúde ganhou um incremento na ordem de 400% de três anos para cá. Só na nossa região o governo gasta R$ 12 milhões por mês". A diretora expõe que pelo contrato estabelecido com a implantação do HR deveriam ser efetuadas 2.500 consultas de especialidades por mês, mas o número hoje gira em torno de 12 mil consultas. "Os desejos e vontades são infinitos, mas os recursos são finitos".

Dependência – O presidente da Unipontal (União dos Municípios do Paranapanema), Alberto César Centeio de Araújo (Iéia), lembra que grande parte dos municípios de pequeno porte dependem de cidades maiores porque não comportam um hospital. "Com a instalação do HR a saúde da região melhorou muito e o Estado vai continuar investindo", prevê. Como exemplo, ele cita o hospital do município de Rancharia, que atende pacientes de Quatá e João Ramalho, além de procedimentos mais sérios de cidadãos que residem em Iepê e Nantes.

No País – Em nível nacional, o número de estabelecimentos de saúde em atividade total ou parcial aumentou de 77 mil em 2005 para 94 mil em 2009 (22,2%). Das 52 mil unidades assistenciais públicas em atividade, 95,6% são municipais e, das 42 mil unidades particulares, 90,6% têm fins lucrativos. Segundo a pesquisa, o número de estabelecimentos sem internação acompanhou o crescimento do total de unidades, aumentando 22,7% em relação a 2005 e chegando a 67,9 mil em 2009, o que corresponde a 72,2% do total pesquisado.

A proporção de estabelecimentos públicos sem internação está diminuindo gradativamente, pois o setor aumentou apenas 3,5% ao ano de 2005 a 2009, contra 9,9% ao ano do setor privado, onde se destacam as regiões Norte (16,4% ao ano) e Sul (12,1%). Os 19,3 mil estabelecimentos exclusivos de apoio à diagnose e terapia (SADTs) correspondem a 20,5% do total de unidades de saúde em atividade em 2009 e, entre eles, 90,8% são privados.


Fonte: BIANCA NOTÁRIO / Oeste Notícias





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