Kiko Micheloni fala sobre a problemática da região
Nossa Lucélia - 07.11.2010


"Não vou ser hipócrita em dizer que temos uma carta na manga. O que temos que fazer é nos fortalecer diante do governo."

ADAMANTINA - A estagnação da Nova Alta Paulista - o IMPACTO traz nesta edição José Francisco “Kiko” Micheloni (DEM), de Adamantina, que está atualmente no seu segundo mandato.

Kiko começou a entrevista dizendo que a preocupação com o assunto é de longa data. “Tivemos o ápice com a produção do café, uma monocultura, que talvez seja a principal explicação para quase tudo. Temos o problema de distância com o grande centro consumidor, não temos identidade como produtores de uma matéria prima específica. Tudo isso levou a uma estagnação e ao êxodo. Aí entra também fatores políticos, pois nunca tivemos representação de deputados, a não ser a partir de pouco tempo. Eu não considero que seja “um” problema, mas um conjunto de fatores que contribuiu para isso”, explica.

Sobre a união dos municípios da região para tentar ter uma identidade, ele afirmou ser difícil. “Cada uma das cidades têm suas características diferentes. O que mais predomina na região é a cana de açúcar e cada uma delas tem sua usina. A fruticultura é uma expectativa que pode se tornar regional”, aponta.

Questionado sobre o desenvolvimento, Kiko destacou: “Não vou ser hipócrita em dizer que temos uma carta na manga. O que temos que fazer é nos fortalecer diante do governo. O fato de termos perdido o transporte ferroviário foi um grande prejuízo. Até hoje a gente só ouve promessas, e não se resolve nada”.

O prefeito afirmou que seria importante fomentar o que resta, que é a terra (micro, pequenas e médias propriedades). “Acho que temos que seguir nesse caminho. Claro que fortalecendo o comércio, parques industriais, como a administração tem feito. A solução não está à curto prazo. Nosso esforço está dirigido para pecuária leiteira e fruticultura para que possamos atingir uma identidade, além da educação. Temos um novo supermercado a ser instalado no antigo prédio Sakai, que prova que Adamantina ainda desperta atenção”.

Kiko afirmou achar difícil a união das cidades em torno de um único ideal, embora a união da Amnap tenha colaborado para que a ponte que liga o Estado fosse concluída, e ainda proporcione a duplicação da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), no trecho que liga Adamantina a Panorama. “Acho que a união dos políticos é importante, mas a gente vê que na hora H todo mundo puxa a brasa pra sua sardinha. Na hora que vierem os investimentos, cada prefeito vai lutar para que vá para sua cidade”, afirma.

Kiko se comprometeu a continuar com a política de oferecer terreno e total infraestrura com incentivos fiscais para aqueles que quiserem se instalar aqui. Os outros pontos destacados por ele foram o fortalecimento do comércio local e do agronegócio. “Este é o nosso foco. Se atiramos para todos os lados, não há meios nem tempo. Estes são os três focos que não abrimos mão, juntamente com a qualificação profissional”, finaliza.


Fonte: Do Adamantina Em Pauta - Foto Maila Alves/Yvity Studio





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