Polícia Civil de Parapuã instaura inquérito para apurar morte de jovem na Lagoa Azul
Nossa Lucélia - 23.10.2010
PARAPUÃ - A Polícia Civil de Parapuã instaurou inquérito a fim de apurar a causa morte da jovem Luana Regina Mazzaro, de 23 anos de idade, cujo corpo foi encontrado na tarde de quarta-feira, por volta das 17 horas, boiando nas águas de um rio que fica a 200 metros do Bairro Lagoa Azul.
O rio onde o corpo da jovem foi encontrado serve de marco divisor entre os municípios de Parapuã e Osvaldo Cruz. E segundo a polícia, embora o corpo de Luana não tenha nenhuma perfuração por bala ou faca, há fortes indícios de que a mesma tenha sido vítima de um homicídio. A suspeita é de que a jovem, que estava desaparecida desde a tarde do último domingo, tenha sido estrangulada e jogada no rio pelo assassino.
O corpo de Luana foi identificado pelo seu pai e encaminhado para o IML de Tupã, onde passou por exame de necrópsia. Já o laudo pericial, que confirmará ou não a suspeita de que a jovem tenha sido assassinada, tem prazo de 30 dias para ficar pronto.
Conforme já apurado pela polícia, a jovem não residia com os pais, que são separados. Ela morava sozinha. As suas companhias, segundo a polícia, também não eram consideradas muito “confiáveis”.
Já o motivo de um possível homicídio, bem como o provável autor deste crime, são dúvidas que a polícia pretende esclarecer durante as investigações.
O caso começou a ser investigado pela Polícia Civil, no mesmo dia em que o corpo de Luana foi encontrado. Quem comunicou o fato para a polícia foi um trabalhador rural, que passava veneno nas proximidades de uma cerca em uma propriedade rural localizada às margens da ponte que passa sobre o rio Lagoa Azul, esta localizada a cerca de 200 metros de distância do Bairro Lagoa Azul.
A testemunha avistou o corpo e acionou a polícia, que acabou constatando tratar-se de uma pessoa do sexo feminino, com aproximadamente 1,70 m de altura, de cor branca, cabelos castanhos claros e compridos, com tatuagem de uma borboleta e flores no lado direito do abdômen, com um piercing no umbigo.
A jovem usava um short bem curto e top, não tinha nenhuma identificação pessoal, e estava em posição de decúbito ventral.
Por volta de 2 horas da madrugada de ontem, a polícia localizou o genitor da jovem em sua residência, em Osvaldo Cruz, que informou que Luana estava desaparecida desde a tarde do dia 17. Através de fotos enviadas a Osvaldo Cruz, o pai reconheceu vítima como sua filha, confirmando inclusive as tatuagens existentes em seu corpo.
Resta agora descobrir se a jovem morreu vítima de afogamento ou se foi assassinada, hipótese mais provável, e depois jogada no rio pelo crimonoso. Em se comprovando a segunda hipótese, será preciso identificar o autor e descobrir a razão deste homicídio.
Fonte: Diário de Tupã
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