Mais de 50 agências bancárias já aderiram à greve na região
Nossa Lucélia - 09.10.2010
REGIÃO - A greve dos bancários tem ganhado mais força na cidade e na região. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Tupã, Felix Antônio Afonso, o sindicato local é responsável por 99 agências espalhadas em diversos municípios, numa área que abrange Pompéia a Panorama. Dessas agencias mais de 50 delas aderiram ao movimento e na semana passada esses números não chegavam a 30.
Em Tupã a greve começou na quarta-feira da semana passada, dia 29 de setembro, e dois bancos manifestaram resistência, o Bradesco e uma das agências do Banco do Brasil. O Bradesco continua funcionando normalmente. Apenas 7 funcionários da agência local aderiram. Já o banco do Brasil resistiu até a última terça-feira, quando resolveram na última quarta paralisar suas atividades.
O presidente do sindicato relatou que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) manifestou interesse em negociar a situação, no dia que o bancários entraram em greve, mas até o momento não definiu nenhuma data e horário para a reunião e nem voltou a se manifestar. “Estamos abertos a negociação e esperamos a uma atitude da Fenaban. Enquanto não houver acordo, haverá greve”, disse Felix.
Durante o expediente bancário, a diretoria do sindicato se mantém nas portas dos bancos da cidade para esclarecer a situação para a população. Os bancários querem 11% de reajuste, mas a Fenaban oferece apenas os 4,29% de reposição da inflação e rejeita as demais reivindicações, como valorização do piso salarial e maior participação nos lucros e resultados (PLR). Os bancários reivindicam ainda vale-refeição, vale-alimentação, auxílio-creche e mais contratações, menos filas e mais segurança no trabalho.
Assembléia - Os bancários de São Paulo decidiram em assembleia da categoria realizada na quinta-feira dar continuidade à greve. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, disse, em nota, que 667 agências bancárias e 17 centros administrativos estão fechados devido a paralisação iniciada no dia 29. O sindicato estima que 37,5 mil trabalhadores estão parados no estado.
“A Fenaban [Federação Nacional dos Bancos] se recusa a abrir as negociações e apresentar uma proposta que contemple o aumento real de salários”, diz, em nota, o sindicato. Já a Fenaban alega que aceita discutir reajuste real dos salários e demais benefícios, inclusive a participação nos lucros e resultados. “Mas não pode aceitar um índice exagerado como o pleiteado pelos sindicatos”.
Segundo a Fenaban, os bancários vêm recebendo aumento real, acima da inflação, todos os anos, desde 2004, e contam com a melhor convenção coletiva de trabalho do país, além de garantia de participação nos lucros e resultados. Uma nova reunião dos bancários está marcada para a próxima quarta-feira, dia 13.
Fonte: Folha do Povo (Tupã) / Bastos Já
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