Estádio Breno Ribeiro do Val (Brenão) continua na lista dos 25 estádios interditados pela FPF
Nossa Lucélia - 30.09.2010


Adequações de estádios ameaçam presidente da FPF

OSVALDO CRUZ - O presidente da Federação Paulista de Futebol - (F.P.F.), Marco Polo Del Nero, pode ser destituído do cargo se algum jogo das séries A ou B do Campeonato Paulista for disputada em um dos 25 estádios interditados por falta de condições exigidas pelo Estatuto do Torcedor, o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar. O estádio Breno Ribeiro do Val também está na lista das praças esportivas que devem receber adequações.

Os campeonatos das séries A1, A2 e A3 foram cercados de muita polêmica por causa das interdições de estádios. Na série A-1 deste ano faltando apenas um dia para início da disputa nove estádios ainda não dispunham de autorização do Ministério Público Estadual para receberem partidas.

Mesmo assim o estádio "Eduardo José Farah", o Prudentão, recebeu a partida entre Corinthians x Monte Azul para atender interesses da televisão, mesmo com restrições ao estádio prudentino.

Foi para evitar que manobras como essa ocorram novamente o Ministério Público em São Paulo assinou com a Federação Paulista um Termo de Ajustamento de Conduta. Se a Federação Paulista de Futebol autorizar uma partida em estádio interditado o presidente Marco Del Nero pode ser destituído do cargo.

De acordo com o Promotor de Justiça, Roberto Cenise Lisboa, disse que as punições previstas no acordo são aquelas pedidas pelo Ministério Público Estadual na ação civil pública já ajuizada em São Paulo contra a F.P.F.. "A penalidade vai desde uma multa de R$ 100 mil por partida realizada em estádio interditado até a perda de mandato pelo presidente da Federação, que é o responsável legal pelos campeonatos e do diretor de competições Izídio Martinez", disse Lisboa.

O Ministério Público se posicionou no sentido de não autorizar partidas nos estádios que não receberam pelo menos quatro laudos que autorizem as competições. Entre os documentos obrigatórios estão os alvarás da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária e um laudo de estrutura assinado por engenheiro afiliado ao CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura).

Fonte: Giu Panvéchio / Do Ocnet




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