Pane em aparelho de tomografia computadorizada deixa pacientes de Tupã sem exames
Nossa Lucélia - 16.09.2010



TUPÃ - Mesmo que seja em caráter de urgência ou emergência, os pacientes de Tupã que precisarem de um exame de tomografia computadorizada, somente poderão ser atendidos em Marília. É que os dois aparelhos que realizam o exame em Tupã estão quebrados, aguardando manutenção e troca de peças.

A falta de atendimento foi tornada pública nesta segunda-feira, quando a família de uma paciente com suspeita de “acidente vascular cerebral” teve que esperar por pelo menos dois dias para conseguir um atendimento, que foi realizado em Marília.

Na segunda-feira, parentes da senhora que teve um derrame confirmado, reclamaram que depois da “estabilização”, ela precisa mais uma vez ser submetida ao exame de tomografia. O exame se faz necessário para avaliar a lesão causada no cérebro e, consequentemente, para a sua recuperação. O problema é que nenhum dos dois hospitais de Tupã dispõe do aparelho em condições de uso.

Em entrevista á imprensa na manhã de ontem, representantes do Hospital São Francisco e da Santa Casa confirmaram a “pane geral” nos equipamentos.

No São Francisco, segundo o administrador e secretário Municipal de Saúde, Antônio Brito, o defeito que paralisou o aparelho apareceu há cerca de 10 dias, mas deve ser sanado esta semana - se nada atrapalhar, até amanhã.

Na Santa Casa, o administrador Laércio Aparecido Garcia confirmou a pane no aparelho de tomografia e confirmou que o problema é muito mais caro que um simples defeito mecânico.

Segundo ele, houve a queima da “ampola de césio 136”, produto responsável pela emissão das ondas radioativas que realizam o exame, e que precisa ser importada, ao custo de R$ 52 mil.

Laércio Garcia garantiu, todavia, que as providências para compra da peça já foram tomadas, sendo possível que até sexta-feira desta semana haja recuperação do equipamento e seja retomado o atendimento regular.

Com a 'pane' nos aparelhos dos dois hospitais, os pacientes de Tupã, neste período, simplesmente não conseguem receber atendimento.

Todas as chamadas tomografias de rotina foram suspensas e são oferecidos apenas os exames de urgência, como no caso de pacientes acometidos de derrame ou vítimas de acidentes e fraturas, por exemplo.

Segundo o administrador da Santa Casa de Tupã, um dos grandes problemas é a idade dos aparelhos em uso em Tupã, nos dois hospitais.

Conforme Laércio Garcia, são máquinas com muitos anos seguidos de uso, que se utilizam de tecnologia que pode ser considerada “atrasada”. “Nem sei direito quantos, mas são muitos anos de uso. E só para ter uma ideia da diferença da tecnologia, essa máquina que temos hoje leva até uma hora para concluir um exame. As máquinas novas fazem, com mais precisão, em pouco mais de 3 minutos”, exemplificou.

Em relação à possibilidade de adquirir novos equipamentos, Laércio Aparecido Garcia disse que a Santa Casa continua buscando junto ao Estado conseguir a renovação desse equipamento, já que, por conta própria, nenhum hospital público teria hoje condições de comprar uma nova máquina avaliada em cerca de U$$ 380 mil.

Laércio acredita que, com apenas um equipamento de tecnologia e mecânica operacional mais moderna, será tranquilamente possível atender a demanda de Tupã e parte da região que se desloca diariamente tanto na Santa Casa, quanto no hospital São Francisco e no Ambulatório Médico de Espe-cialidades.

Apesar de não haver “data marcada”, a expectativa dos representantes dos dois hospitais tupãenses é de que o atendimento possa ser retomado ainda esta semana.

Estima-se em torno de 400 o número mensal de exames de tomografia realizados em Tupã, demanda que fica acumulada, cada vez que as sucateadas máquinas em uso deixam de funcionar, já que em Marília e outros centros, são oferecidos apenas os exames de urgência.


Fonte: Diário de Tupã / Bastos Já









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