Maior graduado do judô na América do Sul visita Bastos
Nossa Lucélia - 07.09.2010



BASTOS - Bastos recebeu a célebre visita do representante do Instituto Kodokan Judô na América do Sul, Shuey Okano, no último dia 23. Depois de visitar famílias de imigrantes japoneses, Okano seguiu para o Centro de Treinamento, sede da Associação de Judô de Bastos.

Kodokan foi a primeira escola de judô, inaugurada em 1882 em Tóquio, no Japão, e até hoje rege esta modalidade no mundo. O professor Shuey Okano é 9º Dan, a maior graduação entre todos os judocas na América do Sul.

No Centro de Treinamento ele foi recepcionado pelos professores Uichiro Umakakeba e Raul de Mello Senra Bisneto, além de dezenas de judocas. Aproveitou para passar um pouco de seu profundo conhecimento da técnica e da filosofia do judô aos alunos e professores.

LIVRO - Em entrevista à Tribuna, Shuey Okano disse que um dos principais motivos de sua visita a Bastos é o fato de estar escrevendo um livro sobre a trajetória da imigração japonesa e da difusão do judô no Brasil.

Afirmou que pesquisou a história de Bastos, desde a chegada dos imigrantes japoneses, pioneiros do município, até os dias atuais. E adiantou que o município terá um capítulo especial. “Este livro será lançado durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, quando as atenções do mundo inteiro estarão voltadas para o Brasil. Não poderíamos deixar escapar um momento único e oportuno como esse para divulgar o judô brasileiro”, frisou.

Salientou que é também sua meta evidenciar que “o judô não é apenas uma competição, é disciplina, é aprender a respeitar e obedecer os pais, é saber conviver harmonicamente com a família e com todos ao seu redor”. Frisou que “o judô fortalece o corpo e o espírito, ensina o praticante a ser solidário aos mais necessitados, a enfrentar as dificuldades da vida e a resistir às tentações que nada têm a ver com o bom caminho”.

Enfatizou também que um dos principais objetivos de seu livro “é mostrar a calorosa acolhida que os imigrantes japoneses tiveram no Brasil, e como eles iniciaram e difundiram o judô em várias localidades do país”.

Antecipou que depois do lançamento do livro, vai divulgá-lo no Japão, “para conscientizar os japoneses de que a amizade e o carinho com os imigrantes e seus descendentes no Brasil devem ser retribuídos aos brasileiros que hoje vão ganhar a vida no Japão”.

Além de Bastos, as colônias japonesas de Mogi das Cruzes, em São Paulo, e Três Barras, no Paraná, estão no roteiro de pesquisa para a composição de sua obra.


Fonte: Do Bastos Já / Tribuna







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